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23.07.2010 | 16h14


POLÍCIA

Cobrador foi executado à tiros antes de ser carbonizado



O delegado Marcelo Torhacs, de Lucas do Rio Verde (MT), confirmou agora à pouco numa entrevista, que o cobrador Ivanir dos Santos, de 41 anos, foi mesmo morto à tiros antes de ter o corpo totalmente carbonizado sob a carroceria de uma camionete Toyota Hilux, na madrugada de quarta-feira, 21.

 A conclusão veio com o depoimento de Joilton da Cruz Silva, um dos quatro elementos detidos na tarde de ontem (22), 36 horas após o corpo ser encontrado sob a carroceria do utilitário, que também foi incinerado, deixado atravessado sob a ponte do Rio Verde, na estrada que dá acesso a comunidade Morocó, zona rural do município.

 

Segundo o delegado, tudo começou em uma usina próximo à comunidade Groslândia, onde a vítima estaria com um grupo de pessoas. Em um dado momento em que a Ivanir repousava em um quarto, o executor entrou no cômodo, acendeu a luz e efetuou um disparo com uma espingarda calibre 20.

 Segundo Marcelo Torhacs, Ivanir do Santos foi atingido na região do abdômen, agonizou por alguns minutos e morreu. Joilton confessou o crime e continua  detido. Apesar disso a Polícia Civil não considera ter esclarecido totalmente o caso, e nas próximas horas espera resolvê-lo por completo”, disse Torhacs.

 


“Desde o dia 21 estamos trabalhando nesse caso, e conseguimos já fazer a detenção de pelo menos um dos executores do crime”, confirmou Torhacs. Os demais detidos são o gerente da usina, Luiz Sergio Rodrigues (Luizão), que está sendo investigado por ocultação de cadáver; Claudinei, conhecido como Pezão, que também estaria na cena do crime, e Claudio Cezar Rosa (Cabelo), que também teria ajudado a ocultar o corpo.

 Ainda segundo o delegado Marcelo Torhacs, os envolvidos tentaram criar outra cena para esse crime. “A execução aconteceu nessa usina, e então para despistar o quarteto levou a vítima na própria camionete para a ponte do Rio Verde. Como não conseguiram jogá-lo com carro e tudo no rio, atearam fogo no intuito de esconder qualquer vestígio. Mas o crime não foi perfeito”, observou ele.

 

De acordo com o delegado, o Luizão, mesmo sabendo do homicídio, “nada comunicou à polícia”. Por isso existe indícios que ele está envolvido.  A PC investiga ainda se existe a participação de outras pessoas no caso, e se houve outros disparos ou até mesmo tortura. Além disso o inquérito segue no sentido de identificar qual o motivo real da morte do cobrador. Enquanto isso os investigadores apreenderam, além da espingarda usada no tiro fatal, mais duas armas que estava na casa de Joilton, um revolver calibre 38 e várias munições (Veja fotos).











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