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14.10.2010 | 13h07


POLÍCIA

Caso Eiko: delegado pede prisão de suspeito mas Justiça nega

ANTONIELLE COSTA
DA REDAÇÃO

 

Pela segunda vez consecutiva, o Juízo da Primeira Vara de Chapada dos Guimarães (60 km ao Norte de Cuiabá) negou a prisão temporária do advogado Sebastião Carlos Araújo do Prado e de mais três suspeitos de estarem envolvidos no assassinado da estudante Eiko Uemura. A decisão foi dada, no último dia 30, pelo juiz Eduardo Calmon, em substituição legal.

A jovem, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), foi espancada, torturada e brutalmente assassinada. Na sequência, foi jogada no Portão do Inferno, a 40 km de Cuiabá, na região do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. O corpo de Eiko foi encontrado no dia 29 de abril de 2009.

O delegado Márcio Pieroni, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o assassinato, solicitou à Justiça a reconsideração do primeiro pedido de prisão dos suspeitos, no final de julho passado.

O indeferimento foi novamente embasado na ausência de elementos contundentes, uma vez que a prisão temporária deve ser deferida quando há sérios indícios da autoria do crime, ou quando o suspeito atrapalha as investigações.

O inquérito, que vem sendo conduzido por Pieroni, se arrasta há mais de um ano na DHPP. Desde janeiro passado, o delegado tem afirmado que já desvendou o mistério que envolve o assassinato, bem como tem os nomes dos suspeitos de estarem envolvidos no crime; entre eles, o advogado Sebastião Carlos Araújo Prado.

Mas, até o momento, o inquérito não foi relatado e nem encaminhado ao Ministério Público Estadual, para oferecimento de denúncia. Pieroni, por várias vezes, solicitou à Justiça dilação de prazo, para concluir as investigações.

A reportagem tentou contato pelo celular nesta quarta-feira (13) com Pieroni, mas, quando identificou que era do MidiaNews, o delegado desligou o celular.

Em várias ocasiões, o policial se negou a dar informações. No entanto, ele costuma convocar entrevistas coletivas apenas para veículos impressos, sem convidar o site.

Outro lado

Ao MidiaNews, o advogado de defesa de Sebastião Carlos, Ulisses Rabaneda, afirmou que a Justiça vem reconhecendo os argumentos apresentados pela defesa desde o início das investigações, da ausência de provas contra seu cliente.

Ele destacou que irá solicitar a determinação de um prazo para conclusão das investigações, uma vez que o inquérito se arrasta há anos na DHPP, sob Márcio Pieroni.

Entenda o caso

No início das investigações, a Polícia Civil acreditava em suicídio, mas, após exumação do corpo da jovem, que morreu aos 23 anos, ficou comprovado, por meio de perícias e laudos técnicos, que ela foi espancada, torturada e assassinada. Depois, foi jogada no Portão do Inferno.

O caso Eiko Uemura foi marcado por muitas revelações, como o furto de jóias e relógios de luxo, amores secretos, negócios ilícitos e envolvimento em um suposto esquema chefiado pelo tio, o empresário Júlio Uemura, que chegou a ser preso pelo Gaeco.

A estudante era dona da empresa Eikon Atacado de Alimentos, que, segundo o Gaeco, seria utilizada pela Organização Uemura para praticar os crimes. O grupo seria especializado em aplicar golpes financeiros no comércio de Cuiabá e de várias cidades de Mato Grosso.

 

com midianews











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