20.02.2011 | 12h52


Casal que abusou de criança de um ano vai a Júri

DA REDAÇÃO 08h40

O casal Azenil de Oliveira e Marcondes Dias de Moura, denunciados pelo Ministério Público por atentado violento ao pudor e tentativa de homicídio qualificado contra uma menina de um ano e 11 meses, filha da primeira e enteada do segundo, vai a júri popular no dia 22 de fevereiro.

Esse caso consta na primeira pauta ordinária do Tribunal do Júri da Comarca de Várzea Grande em 2011.

O caso aconteceu em 2008 quando o padrasto da menina, Marcondes Dias de Moura, aproveitando a ausência da mãe, Azenil de Oliveira, abusou sexualmente da menina. Embora tenha encontrado a filha com a roupa suja de sangue e ferimentos na genitália, a mãe não denunciou o acusado às autoridades.


Depois de um tempo novamente a mãe flagrou mais uma vez o acusado abusando da criança, e não tomou atitude para socorrer a filha. A mãe ainda ajudou Marcondes a encobrir o abuso. De forma cruel, o padrasto derramou água quente para queimar a genitália, nádega e pé da criança, e impediu as visitas do avô paterno, para que os crimes não fossem descobertos.

Contudo, o avô paterno conseguiu retirar a criança da casa, em estado de desnutrição e com os ferimentos infeccionados e levá-la ao hospital, senão teria morrido.

Outro caso de destaque na pauta é o julgamento de Raimundo Nonato Pimentel Machado, a ser realizado no dia 14 de fevereiro, a partir das 13 horas.

Raimundo tentou matar sua ex-companheira, Vilma Conceição da Silva em 23 de janeiro de 2009. Vilma estava saindo de casa para trabalhar quando foi atacada pelo acusado, que estava com uma sacola no rosto escondido em um matagal. Armado com um facão, o acusado passou a atacar a vítima, amputando-lhe um dos dedos da mão direita e provocando lesões no rosto, orelha, braço, antebraço e mãos. O crime ocorreu em função de a vítima ter se separado do acusado, após 14 anos de convivência conturbada e dois filhos.

No total, serão realizados entre os meses de fevereiro, março e abril 54 julgamentos. Todos serão presididos pela juíza Maria Erotides Kneip Baranjak. Estão incluídos na pauta os julgamentos de processos com réus presos e soltos.











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