03.06.2019 | 15h15


POR BADERNA E SOM ALTO

Casal de advogados denuncia ameaças feitas por sindicalistas

Foram presos seis sindicalistas, inclusive o presidente e diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais de Mato Grosso (Sintect).


DA REDAÇÃO

O casal de advogados Péricles Campos e Paula da Mata relatou ter sofrido ameaças de morte, por parte de pessoas do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais de Mato Grosso (Sintect).

Conforme noticiado pelo , na noite do domingo (02), a Polícia Militar prendeu o presidente do sindicato Edmar dos Santos Leite, o diretor Everaldo Nunes de Souza  e outros quatro sindicalistas após confronto, quando a polícia invadiu uma festa por pertubação da ordem, devido ao barulho de som alto e gritaria.

Os advogados são vizinhos da sede do sindicato, onde havia a festa em que o barulho incomodava os moradores da região. Eles tentaram que os participantes da festa baixassem o volume do som, mas não houve entendimento e então chamaram a polícia e por isso teriam sido ameaçados no local e depois, na saída da delegacia.

“Tive que ficar até 13h na delegacia por conta disso e, na saída, fomos cercados por parentes e outros sindicalistas, que fizeram novas ameaças”, disse o advogado.

“Tive que ficar até 13h na delegacia por conta disso e, na saída, fomos cercados por parentes e outros sindicalistas, que fizeram novas ameaças”, disse o advogado, ao , na tarde desta segunda-feira (03).

Durante a noite de domingo a polícia chegou a ir três vezes no local pedir que baixassem o volume do som e sempre que os policias saíam, de acordo com os advogados, os sindicalistas faziam ameaças.

“Nós estamos aqui de passagem, mas vocês estão fixos, são fáceis de encontrar”, diziam, conforme o boletim de ocorrência.

“Nós estamos aqui de passagem, mas vocês estão fixos, são fáceis de encontrar”, diziam, conforme o boletim de ocorrência.

O advogado relatou que está com receio de voltar para casa, pois no local também funciona o escritório de trabalho dele e da esposa.

“Eu não sei como vai ser daqui para frente, pois não dá para simplesmente arrumarmos as malas e sair. Já entregamos cartões de visita com o endereço e não dá para sair assim”, disse.

Soltura

De acordo com a Polícia Civil, os seis sindicalistas foram liberados, após cada um pagar fiança de R$ 1.000,00.

“Os conduzidos Edmar, Everaldo e J., autuados por perturbação do sossego alheio, resistência e ameaça. Os outros três, L., D., e J., foram autuados por pertubação do sossego alheio e resistência”.

Confusão

Na última tentativa de dialogar com os responsáveis pela festa, os policiais alegam que o volume do som não foi baixado e os sindicalistas passaram fazer chacotas e desacatar os militares. Os policiais pularam a grade do sindicato para prender os responsáveis em flagrante.

Dentro da sede do sindicado, os participantes reagiram no momento da prisão e entraram em confronto com a PM. Foi necessário uso de spray de pimenta e, inclusive, tiros de alerta para conter os ânimos.

A situação terminou na Central de Flagrantes, onde o caso foi registrado.











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