11.02.2011 | 10h23


POLÍCIA

Caos no abastecimento pode provocar privatização da Sanecap

ANDRÉ MICHELLS  10h00
DA REDAÇÃO

O presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, Júlio Pinheiro ( PTB) disse hoje, durante entrevista ao Programa Cidade Independente, da Rádio Cidade FM, que o caos no sistema de abastecimento de água pode levar a uma privatização da Sanecap. Pinheiro revelou ser contra privatizar o sistema, mas admitiu que, se a solução for uma medida drástica (privatizar), a Câmara vai aprovar a concessão.

"A Sanecap não disse a que veio ainda. Em qualquer canto da cidade falta agua e este ano de 2011 vai ser um caos por conta disso. Se está faltando água no período de chuva, imagine durante a seca", disse.

Para tentar uma solução definitiva, na próxima terça-feira (15) o presidente da Sanecap, Antônio Carlos Ventura vai se reunir com os vereadores na Câmara para definir os rumos da companhia. "Sou contra a privatização, mas se tiver que fazer, vamos fazer", afirmou.

O vereador, que também tem a prerrogativa de vice-prefeito, criticou duramente a ETA Tijucal, que está pronta, mas não funciona. "Ainda este mês vamos tomar decisões definitivas em Cuiabá, sobre esta questão", ameaçou. Na verdade a Eta Tijucal foi um dos maiores engodos da história recente da Capital.

De promessa de campanha de WS como solução definitiva para o problema da água, a estação virou dor de cabeça para o prefeito sucessor, Chico Galindo. Além de ficar com todo o desgaste (por ter sido vice de Wilson e "ajudado" no embróglio), Galindo vai ter que administrar o caos e resolver o problema, sob risco de se tornar um prefeito ainda pior que seu antecessor.

Lixo: Pinheiro também falou sobre o problema da coleta de lixo. Informou que assim que for resolvido o problema da água, o lixo vai ser a prioridade. A cidade produz 800 toneladas de lixo por dia e o serviço de coleta não suporta a demanda, além de a empresa prestadora do serviço ter feito com a prefeitura um contrato fora das normas ecológicas.

"O contrato do lixo, na licitação, não previu a reciclagem e a empresa apenas joga no lixão", criticou. Pinheiro sugeriu que o pagamento para a empresa seja feito por tonelada recolhida e reciclada, para evitar que a empresa coletora se acomode. "Por tonelagem a empresa vai ter que ir atrás do lixo", finalizou.

 

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