19.09.2019 | 09h16


CONFUSÃO ENTRE PMS

Cabo manda prender soldados por 'rasgarem' ata de prestação de contas de associação

Adão Martins da Silva e Edinelson da Silva Nazári, presidente e vice da Associação de Cabos e Soldados da PM , foram presos por desrepeitar superior hierárquico; Corregedoria investiga.


DA REDAÇÃO

O presidente e vice-presidente a Associação de Cabos e Soldados da Policia Militar e Bombeiro Militar do Estado de Mato Grosso (ACS/PMBM-MT), Adão Martins da Silva e Edinelson da Silva Nazário, respectivamente, receberam voz de prisão, na terça-feira (17), por causa de um desentendimento com o presidente do Conselho Fiscal cabo Marlon Jackson durante reunião para prestação de contas do exercício anterior. 

O episódio ocorreu logo após o soldado, Edinelson da Silva Nazário entrar em atrito com Marlon Jackson, no final da reunião que acontecia para a entrega do parecer referente às contas de gestão do ano de 2017.

Segundo o boletim de ocorrência do caso, a reunião com membros da diretoria executiva da ACS e Conselho Fiscal terminou por volta das 09h25. Ao final foi solicitado pelo cabo superior que fizesse a lavratura da ata para posterior procedimento regular, porém “houve um momento ríspido que, foi questionado pelo diretor secretário a competência de lavratura da ata, tendo o mesmo tomado o documento de forma agressiva do presidente do Conselho”.

Consta no registro da PM, que em seguida o presidente e o vice-presidente da associação rasgaram da ata. O motivo seria por conta de incoerências de competência de função.

Diante do desrespeito, o presidente fiscal acionou a Polícia Militar e pediu para um oficial de área e da Corregedoria da PM no local em razão da falta de desrespeito e da situação de desacato por ser superior aos dois soldados.

Outro lado

Em comunicado enviado à imprensa, a diretoria da associação de cabos e soldados, esclareceu que foi decidido em assembleia geral que seria feita uma auditoria nas contas por uma empresa de contabilidade escolhida pelo presidente do Conselho Fiscal.

Em contrapartida, não foi possível entregar o estudo finalizado na reunião da ACS/PMBM-MT porque o contador responsável solicitou a ampliação do prazo de entrega. 

O desacato, no entanto, teria partido de forma voluntária por parte dos dois membros titulares da associação e por isso a voz de prisão a ambos.

Posicionamento da Corregedoria

Conforme a Polícia Militar, a Corregedoria fez o acompanhamento da ocorrência policial e instaurou um inquérito militar contra todos os envolvidos na situação. O procedimento irá apurar a conduta dos soldados e do cabo.











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