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21.09.2010 | 11h11


POLÍCIA

Bandidos impõe toque de recolher no bairro da Lixeira em Cuiabá



ALECY ALVES
Da Reportagem


Uma ordem do tráfico de drogas, vinda de uma facção criminosa de outro bairro, está assustando moradores do Lixeira, comunidade tradicional e localizada a menos de dois quilômetros da área central de Cuiabá. Desde a noite de domingo, 19, estaria decretado o “toque de recolher” no Lixeira por causa do assassinato de Juliano da Silva Souza, 22 anos, conhecido por “Nenego”, morador do bairro Pedregal. O crime aconteceu na rua C, uma quadra atrás do Hotel Global Garden, na porta de uma distribuidora de bebidas, por volta das 18h do sábado.

As primeiras informações levantadas sobre o caso dão conta de que “Nenego” levou três tiros, dois no peito e um no ombro, disparados por um homem que passou de carro. Ele morreu minutos após dar entrada na emergência do Pronto-Socorro Municipal.

“Gil Pretinho”, apontado minutos depois como principal suspeito do crime, é morador do Lixeira e, agora estaria prometido de morte e sendo procurado pelos amigos de “Nenego”.

No final da tarde de domingo, a caçada ao suposto assassino se transformou em ameaça para todos os moradores. Usuários de drogas e traficantes do bairro Lixeira começaram a alertar moradores sobre os perigos de tiroteios noturnos.

A moradora L.P.A., 38 anos, quer prefere não se identificar, contou que recebeu o seguinte aviso: “por medida de segurança seria melhor que vocês se recolhessem em suas residências a partir das 22 horas até que a situação se acalme. Avise quem você puder que o negócio é sério”. Esse seria o horário em que os integrantes de uma gangue do Pedregal intensificariam as buscas a “Gil Pretinho” nas bocas de fumo, bares e outros locais do bairro.

Um outro morador, J.L.C., 31 anos, que também mora no bairro Lixeira, disse que ficou sabendo do “toque de recolher” pelo MSN quando se comunicava com uma amiga do mesmo bairro. Indignada, ela diz que espera providências da polícia.

J. pede que a Polícia Militar, que dispõe de uma Base Comunitária na avenida João Gomes Sobrinho, ao lado do Ginásio de Esportes Gustavo Cid da Cunha, “Ginásio da Lixeira”, intensifique a vigilância.

O tenente-coronel Walter Silveira dos Santos, comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar, unidade responsável pelo policiamento na região, confirmou que a gangue de “Nenego” anunciou que vingaria a morte de seu integrante. Conforme o oficial, no domingo, temerosos pela vida de “Gil Pretinho”, familiares dele chegaram a fazer contato telefônico com o Serviço de Inteligência do Batalhão prometendo entregá-lo à polícia.

O tenente-coronel Walter disse que chegou a dizer à família do homicida que, diante do que está acontecendo, ele estaria mais seguro preso. O comandante também mandou um aviso aos bandidos: ”traficante nenhum dá ordem aqui; no embate com o Estado (PM) eles podem ser levados à prisão ou sofrer outras reações legais”.

Ele disse que reforçou o policiamento no bairro e nas buscas a “Gil Pretinho”. Tanto a vítima como o assassino, informou o coronel, têm passagem na polícia por roubo e tráfico de drogas.

 

 

Fonte: Diario de Cuiabá











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