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12.12.2010 | 13h01


POLÍCIA

Aumento das passagens pode custar até 50 kg de feijão ao trabalhador

Transporte ineficiente e caro e trânsito caótico marcam o dia-dia da população cuiabana. Reajuste das tarifas vão pesar no bolso do trabalhador.

MIRO FERRAZ
DA REDAÇÃO

Apesar da ineficiência do sistema de transporte coletivo nas duas cidades e da precariedade de boa parte dos ônibus, população vai amargar mais um aumento nas tarifas, um verdadeiro presente de grego neste fim de ano para os trabalhadores que precisam desse tipo de transporte, cerca de 230 mil pessoas por dia na Capital.

A partir das 0h de domingo (14) a tarifa em Cuiabá passa a custar R$ 2,50. Em Várzea Grande , R$ 2,40. Os intermunicipais ficam também em R$ 2,40. O percentual de reajuste é quase o dobro da inflação oficial registrada em 2010 que deve ficar em 5%.

O consumidor terá que desembolsar R$ 0,20 a mais por passagem. Parece pouco, mas para quem precisa pegar quatro conduções por dia para ir ao trabalho e voltar para casa, o gasto adicional chega R$20,80 por mês. Em um ano a conta chega a R$249,60. O é suficiente para comprar 50 quilos de feijão (R$ 4,80 em média) ou quase 32 quilos de arroz agulhinha (R4$ 8,00 em média).  

Em  junho de 2009, pouco mais de um ano atrás, a passagem custava R$2,05 na Capital e passou para os atuais R$2,30. Em VG o preço era R$1,95 na mesma época e passou para R$2,20. Questionada sobre a unificação das tarifas, a presidente da Ager (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos), Márcia Vandoni, informou que só depois da instalação do sistema BRT (Bus Rapid Transit), projeto da Agecopa para mobilidade urbana, que deve ser implantado para a Copa de 2014.

A presidente argumenta que a diferença de idade entre as frotas impede, por enquanto a integraçãodos preços.  A idade média da frota cuiabana é de oito anos. "Creio que so poderemos pensar em unificação quando a idade média for de 3,5 anos, metade dos carros tiver ar condicionado e 20% sejam adaptados para portadores de deficiência física", avalia.

Além da definição do reajuste, a Ager assinou termo com as prefeitura estabelecendo uma data-base única para as duas cidades, que praticavam datas diferentes. Na Capital, junho, em Várzea Grande, agosto.

"Esperamos passar todas as datas pré-definidas nas cidades e agora determinamos a data-base única. Já a tarifa será feita da mesma forma a partir de 2012", prevê Márcia.

Em julho a Prefeitura de Cuiabá tentou aumentar a tarifa em  8,7%, mas recuou com a justificativa de acertar uma possível unificação de datas e preço. Na verdade o prefeito Chico Galindo "segurou" o reajuste para não prejudicar nas urnas o ex-prefeito Wilson Santos. Passadas as eleições o assuntou voltou à tona, terminando com a concretização do reajuste de divulgado.











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