05.06.2019 | 14h00


AFASTADO APÓS DENÚNCIAS

Auditor é acusado de estuprar três mulheres na Sefaz de Cáceres

Duas vítimas relatam que foram atacadas no banheiro do órgão e outra na sala do servidor, fora do horário de expediente.


DA REDAÇÃO

O auditor de tributos Cristiano Alves Xavier de Gouveia, lotado na Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), no município de Cáceres (a 220 km de Cuiabá), é acusado de ter estuprado ao menos três mulheres na sede do órgão público.

O afastamento dele das funções foi publicada no Diário Oficial do município, que circulou na segunda-feira (03).

Uma Comissão Processante da Prefeitura analisou as denúncias contra o servidor, baseada em três boletins de ocorrência, que constam em inquérito civil, investigado e finalizado pela Delegacia da Mulher da cidade. Os estupros, conforme as denúncias, teriam ocorrido ao longo de 2018.

A primeira vítima é uma comerciante do município, identificada como I.S.B.S. Primeiro ele conseguiu o telefone dela na Prefeitura, após a ela ir atrás de um alvará de funcionamento para seu comércio. Segundo o boletim de ocorrência, registrado pela mulher, Cristiano passou a ligar insistentemente para ela e a atraiu em uma noite, afirmando que entregaria um documento para ela na sede da Sefaz, às 19h.

A vítima desconfiou do horário, mas ele disse que trabalharia em regime de plantão naquela noite. Ela relata que no local, Cristiano a empurrou para uma sala isolada, onde a tocou na genitália, forçou beijos, se masturbou e ejaculou em uma parede, mesmo com a vítima resistindo.

“[...] Ele veio me agarrando, me puxando, tentou erguer a minha saia, que era rodada embaixo, eu puxei a minha saia para baixo, ele ficou me apalpando, abriu a calça, tirou o pênis pra fora e pegou a minha mão e levou no pênis dele, eu puxei e falei, não, não vou fazer isso, nisso ele estava me prensando na parede do corredor e me segurando com uma mão e outra mão dele ele começou se masturbar [...]”, consta na denúncia.

A segunda vítima relata que foi atacada no banheiro da Sefaz, em horário de expediente. Ela foi identificada como R.L.J.S.

A mulher conta que estava no banheiro feminino, quando foi atacada pelo auditor e arrastada para o banheiro masculino.

“Tampou a minha boca aí ele colocou o órgão genital dele para fora começou a se masturbar, ao mesmo tempo ele parava e passava a mão no meu corpo, mais mantinha a minha boca fechada, pedindo para eu ficar quieta, depois que ele terminou ele abriu a porta, saiu, viu que não tinha ninguém, falou que eu já podia sair, que não era para eu comentar com ninguém, pois poderia me prejudicar também”, denuncia a vítima.

O terceiro caso, também teria acontecido entre o banheiro masculino e feminino da Sefaz. A vítima R.A.B., contou que foi arrastada e impedida de reagir ao ter a boca tampada.

“Ele ficava masturbando em minha frente, pedia para eu colocar a mão no pênis dele, eu tirava e ele colocava de novo, ele tentou desabotoar a minha calça comprida para colocar o pênis em mim, ficou masturbando e ejaculou no vaso, ficava tampando a minha boca para eu não gritar, quando eu falava para ele me soltar e ele tampava a minha boca de novo, me empurrava na parede”, disse a vítima. 

A última vítima ainda foi obrigada a olhar se alguém estava passando pelo local, para que o agressor pudesse sair sem ser notado e voltar para a sala de trabalho. A mulher afirmou que voltou para o banheiro para tentar se recuperar, pois estava abalada.

O servidor se defendeu negando as acusações e dizendo que as denúncias tinham objetivo de difamar a ele e sua família. Mesmo assim, a Comissão Processante analisou a similaridade entre as denúncias como crucial para o afastamento dele.

Ao , a delegada Judá Maali disse, na manhã desta quarta-feira (05), que Cristiano já foi ouvido na delegacia. Um inquérito policial contra ele foi finalizado e será encaminhado para o poder Judiciário.

O paradeiro do acusado, porém, é desconhecido.











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