19.06.2019 | 12h20


PRESOS APÓS REUNIÃO COM CV

Associação defende que PMs estavam em ação para evitar ataques e aponta erro da GCCO

As investigações apontam que os militares estiveram reunidos com diretor, subdiretor e dois líderes da facção Comando Vermelho, por duas horas, em uma sala fechada, momentos antes de um freezer recheado com celulares ser apreendido.


DA REDAÇÃO

A entidade de classe Assof (Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar do Estado de Mato Grosso) saiu em defesa dos militares presos na Operação Assepsia, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e emitiu nota, classificando como um erro as prisões, já que eles estariam em trabalho de inteligência para evitar ataques criminosos.

As investigações apontam que os militares estiveram reunidos com diretor, subdiretor e dois líderes da facção Comando Vermelho, por duas horas, em uma sala fechada, momentos antes de um freezer recheado com celulares ser apreendido.

A Assof publicou que os militares alegam que estiveram na Penitenciária Central do Estado, conversando com os presos, ligados à facção crimosa Comando Vermelho, para tentar impedir ataques que estavam sendo planejados em Cuiabá.

“Em conversa com os militares, verificamos que na verdade, a prisão deles teria ocorrido por um equívoco, pois o que eles teriam ido fazer na unidade prisional era se reunir com o reeducando para colher informações de ações criminosas que estariam prestes a ocorrer em Cuiabá. É importante registrar, que esses militares já atuaram em diversas operações com apreensão de drogas e armas, bem como, na prevenção de assaltos a estabelecimentos comerciais. Os três policiais militares são considerados profissionais sérios, responsáveis e em suas fichas funcionais não existem registros de desvios de conduta. É importante registrar, que segundo o Tenente S. Ferreira, a atuação dele e dos demais policiais militares no caso concreto, era de conhecimento dos seus superiores hierárquicos, tanto no batalhão quanto no comando regional”, defende a Assof, em nota assinada pelo presidente Tenente Coronel PM Wanderson .

Os investigados são o diretor Revétrio Francisco da Costa  e o subdiretor Reginaldo Alves dos Santos. O tenente Cleber de Souza Ferreira; o subtenente Ricardo de Souza Carvalhaes e o cabo Denizel Moreira dos Santos Júnior.

Operação Assepsia

A Operação Assepsia cumpriu sete mandados de prisão e oito ordens de busca e apreensão,  após investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) sobre a entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais do Estado.

No dia 6 de junho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram localizados 86 aparelhos celulares, dezenas de carregadores, chips e fones de ouvido.  Todo o  material estava acondicionado dentro da porta de um freezer, que foi deixado naquela unidade para ser entregue a um dos detentos.

No mesmo dia, a autoridade policial determinou a apreensão das imagens do circuito interno de monitoramento da unidade, que foram extraídas por meio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Por meio dos depoimentos, da análise das imagens e conteúdo de aparelhos celulares apreendidos e ainda, da realização de diversas diligências, foi possível identificar e comprovar de maneira robusta, que três policiais militares, dentre eles um oficial de carreira, foram os responsáveis pela negociação e entrega do freezer recheado com os celulares.











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