12.12.2010 | 11h41


POLÍCIA

Assalto ao BB: polícia ainda sem pistas da quadrilha, mas cerco continua



DA REDAÇÃO

A Polícia ainda mantém o cerco aos 2 grupos de criminosos que em 4 dias invadiram 2 agências bancárias no interior do Estado. Até agora nenhum dos criminosos que atuam na modalidade do "novo cangaço" chegou a ser preso e na opinião do delegado Luciano Inácio da Silva, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), os ladrões continuam embrenhados no mato, aguardando uma oportunidade para escapar. Luciano assegura que tanto as Polícias Civil como Militar continuam em operações nas duas regiões.

O primeiro ataque foi no dia 2 de dezembro, na agência do Banco do Brasil em Campo Novo do Parecis (396 km a noroeste de Cuiabá). Dez homens fortemente armados invadiram a agência e usaram clientes e funcionários como escudo e trocaram tiros com a Polícia. O delegado Eder Cley de Santana Leal foi atingido na perna. Outros 2 policiais, um civil e outro militar, também foram feridos de raspão. Após o roubo, os criminosos colocaram fogo na agência e fugiram em 2 caminhonetes S-10.

Quatro dias depois outro grupo armado com fuzis e espingardas roubou a agência do Banco do Brasil em Denise (211 km ao sudoeste de Cuiabá). Os vidros da agência foram destruídos e os clientes usados como escudo na fuga. Como ocorreu no crime anterior, uma ponte e o veículo do gerente da agência foram queimados para dificultar a perseguição policial. Uma escola foi invadida por bandidos que davam apoio ao grupo. Ao todo são 8 criminosos.

Na modalidade do "novo cangaço" as quadrilhas escolhem como alvo cidades com no máximo 100 mil habitantes, onde o policiamento é reduzido e invadem os bancos em bandos, fazendo reféns e provocando grande pavor, como faziam os cangaceiros do sertão nordestino, no século passado. (SR).

 











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