05.10.2010 | 11h50


POLÍCIA

Armas desaparecem de delegacia em Várzea Grande

ILVANA RIBAS
A GAZETA

Cinco armas, drogas e objetos apreendidos sumiram de dentro da delegacia municipal de Várzea Grande, localizada em frente ao terminal de integração André Maggi, na área central. O caso começou a ser investigado pela Corregedoria da Polícia Civil e foi descoberto na quinta-feira (30), mas a informação era mantida em sigilo.

Há sinais de arrombamento na porta e armário, que pode ter sido feito com a ajuda de chaves de fenda. O levantamento detalhado sobre o quanto de material foi levado ainda é feito, já que é necessária uma pesquisa em boletins de ocorrência e inquéritos que estão nos cartórios, informou o delegado titular José Abdias Dantas.

Ele adiantou que são cerca de 300 gramas de entorpecentes, entre cocaína e maconha, e 5 armas, sendo 2 pistolas e 3 revólveres. Entre o material furtado ainda estão baterias de celulares, celulares e outros produtos resultantes de apreensões e que ainda não foram totalmente relacionados.

O acesso ao prédio é por uma única entrada na parte da frente. A delegacia fica aberta 24 horas, incluindo finais de semana, com pelo menos 2 policiais plantonistas.

A data em que ocorreu o arrombamento do armário e da sala ainda não foi descoberta, mas o delegado acredita que foi depois do dia 26 de julho, já que até aquela data havia uma grande quantidade de drogas no local, que foram todas incineradas.

As poucas porções que estavam no local eram oriundas de procedimentos recentes e que ainda não tiveram a queima autorizada pela Justiça. De acordo com Dantas, das armas que foram levadas, algumas seriam antigas. Mas admite que o levantamento sobre todo o montante levado ainda está sendo feito e atinge todos os cartórios da unidade.

A invasão do prédio por pessoas estranhas está praticamente descartada, afirma a delegada Sílvia Virgínia Biaggi Ferrari, diretora metropolitana adjunta da Polícia Civil, já que a sala está localizada nos fundos do prédio da delegacia e para chegar até ela é preciso passar por pelo menos 3 outras salas, incluindo a de um delegado. A constatação é que a porta do armário de metal foi virada e a porta foi aberta pode ter sido forçada usando uma ferramenta.

Sílvia explica que tão logo foi descoberto o arrombamento, a Corregedoria foi informada e foi aberto o procedimento administrativo. Foi acionada uma equipe da Polícia Técnica (Politec) que esteve na unidade ainda na quinta-feira.

Os primeiros levantamentos ficaram por conta do delegado titular da unidade que entregará um relatório à Corregedoria. O delegado corregedor Gilmar Dias Carneiro é responsável pela apuração.

 











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