07.05.2011 | 11h41


Arma de fogo é a principal causa de mortes em Mato Grosso

RENÊ DIÓZ                       9h50
DIÁRIO DE CUIABÁ

Mais de 57% dos homicídios ocorridos em Mato Grosso são cometidos com armas de fogo, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O estudo divulgado esta semana, por ocasião do relançamento da Campanha Nacional pelo Desarmamento, apontou que o percentual de assassinatos à mão armada experimentou um decréscimo entre 2007 e 2008 (de 61% para 56,4%) no Estado, mas empreendeu um pequeno aumento no ano de 2009, o último período analisado.

O percentual registrado em Mato Grosso, se comparado com os números do restante do país, está numa linha mediana entre o maior - Alagoas, com 83,3% - e o menor - Roraima, 23,7%.

Embora esteja numa posição neutra no ranking nacional com base nestes percentuais, Mato Grosso se destaca positivamente por algumas taxas baixas, como de homicídio de mulheres. Os menores números do Brasil são da Região Centro-Oeste. O Estado também se destaca nos números da violência armada em geral.

"Felizmente, também estamos assistindo a uma diminuição acentuada dessa violência armada em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, o que leva as taxas do país a ficarem relativamente equilibradas ultimamente. Isso mostra um país dividido. Ao mesmo tempo em que as regiões Sudeste e Centro Oeste vêm derrubando suas taxas paulatinamente, as regiões Norte, Nordeste e Sul vêm apresentando crescimento", comenta o estudo.

Contribuindo para reduzir ainda mais esses índices, a nova Campanha do Desarmamento lançada ontem pelo governo federal contará com uma nova modalidade de indenização para aqueles que entregarem suas armas.

O delegado federal Éder Rosa de Magalhães, da Divisão de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso, explica que o cidadão não receberá mais a indenização em forma de depósito. Quem entregar receberá um protocolo. Este, por sua vez, servirá para a retirada da indenização em qualquer agência do Banco do Brasil.

Os valores são diferentes para cada tipo de arma entregue. São R$ 100 para armas curtas, R$ 200 para armas como carabinas e R$ 300 para fuzis. Os pontos de recolhimento das armas não mais se limitarão a unidades da Polícia Federal. Segundo Magalhães, o governo fará um cadastro de pontos como igrejas e organizações não-governamentais para facilitar a entrega. A campanha, desta vez, também terá uma divulgação mais presente - o delegado acha que a divulgação nas outras campanhas não foi suficiente para estimular a entrega de armas em Mato Grosso.

ENTREGA - Segundo dados da Polícia Federal, do Sistema Nacional de Armas, apontam que apenas 190 armas foram entregues em Mato Grosso no ano passado. No ano anterior, foram 187. Isso porque Mato Grosso foi o único estado que não registrou entrega voluntária de uma arma sequer em 2008. A informação é do "Mapeamento do Comércio e Tráfico Ilegal de Armas no Brasil", coordenado pela Organização Viva Comunidade.

APREENSÃO - Na tarde de ontem, a Polícia Federal apreendeu quatro fardos de munições calibre 7.62 em atividades de desdobramento das investigações que levaram à Operação Casa Nova III. Os projéteis estavam enterrados num tambor no meio da mata fechada, numa fazenda em Barão de Melgaço (a 110 quilômetros de Cuiabá).

Uma pessoa presa na operação afirmou que um conhecido seu estaria guardando a munição em sua fazenda, em Barão. O fazendeiro, que mora em Poconé, prestou esclarecimentos e confirmou que guardava as munições enterradas na fazenda. (Com assessoria)

 











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