13.10.2010 | 12h30


POLÍCIA

Araguaia: obra paralisada há 5 anos barra desenvolvimento da região

da redação

A obra da ponte sobre o rio Araguaia no município de Cocalinho, divisa com o estado de Goiás, está paralisada há cinco anos, deixando moradores da região cada vez mais distantes do sonho de saírem do isolamento. Se estivesse pronta, a ponte estaria aquecendo a economia local, gerando mais emprego e renda e garantindo melhores condições de vida na região. A travessia do rio é feita de balsa.

Orçado em R$ 35 milhões, o projeto previa aporte de R$ 23 milhões do Estado de Goiás e de R$ 12 milhões da concessionária Consórcio Caminhos do Sol. O contrato de concessão foi assinado em outubro de 2005 e a licença de instalação foi emitida pelo Ibama em dezembro de 2005. O Governo de Mato Grosso não disponibilizou nenhum recurso para contribuir com a construção da ponte, fundamental para o desenvolvimento da região do Araguaia.

O Vale do Araguaia apresenta grande desenvolvimento agropecuário, assim como a produção de grãos nos Estados de Mato Grosso e Goiás vem alcançando índices de crescimento extraordinários. O escoamento dessa produção enfrenta, porém, muita dificuldade por falta de uma travessia estável do Rio Araguaia. Por outro lado, a região tem grande potencial turístico pouquíssimo aproveitado.

 

Em abril deste ano o Governo Federal anunciou recursos para a construção de uma ferrovia na região, a Ferrovia de Integração do Centro Oeste. Essa obra paralisada poderia se transformar numa ponte rodoferroviária.

João Medrado, barqueiro há 10 anos, diz que a ponte é importante, que se já estivesse pronta a cidade estaria crescendo.  “Nosso município vive no isolamento, as autoridades não estão nem aí. Este lugar aqui é a coisa mais linda do mundo, mas o governo não divulga e nem dá condições para o turista vir passear aqui”.

O artesão Woshington dos Santos completa: “Uns falam que a ponte vai sair, outros falam que não. Quando dizem que vai sair a ponte os imóveis da cidade sobem, quando diz que não vai sair, os valores dos imóveis caem. Enquanto isso, o turista que vem a Cocalinho uma vez não quer voltar depois por causa das estradas.

Dona “Nena” vende bolo e café no cais de Cocalinho há 10 anos ali e que toda temporada de praia aumenta a clientela. Porém, tem visto o movimento diminuir a cada ano. “Faltam estradas. O turistas prefere ir para Goiás do que para Cocalinho por falta de estrada. Em tempo de chuva os carros atolam demais, ficam ilhados. Quando o rio enche, as estradas viram atoleiros”.

 

 

Fonte: Sandra Carvalho
Em colaboração para 24 Horas News











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