29.09.2010 | 11h01


POLÍCIA

Aluno de 13 anos portava revólver em escola de Várzea Grande



Silvana Ribas
Da Redação

Em 18 horas, 2 incidentes envolvendo alunos de escolas estaduais foram registrados em Várzea Grande. Em um deles um revólver calibre 38 foi apreendido com um aluno de 13 anos e em outra ocorrência 2 alunos foram detidos e encaminhados ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do Parque do Lago, depois de agredirem um colega, na manhã de ontem. Segundo a mãe da vítima, um estudante de 14 anos, esta não é a primeira vez que o grupo espanca colegas e o filho dela já foi agredido outras vezes. Nos 2 casos, funcionários das unidades de ensino são unânimes em dizer que são reféns da violência praticada pelos alunos. Professores ameaçados e agredidos falam que não sabem mais a quem recorrer pois temem ser o próximo alvo.

Na escola Estadual Terezinha de Jesus Silva, na tarde de segunda-feira, o estudante I.C.P.S., 13, foi flagrado com um revólver calibre 38 na mochila. Depois de deixar a escola por volta das 16h e ficar do lado de fora, mostrando a arma para os colegas, o aluno da 5ª série retornou e entrou pelo portão, com a arma na cintura. Na delegacia, o adolescente disse que pegou a arma do pai escondida, enquanto ele viajava. Alegou que vinha sendo ameaçado por outros adolescentes e apenas queria se defender. Mas funcionários da escola admitem que o adolescente tem o costume de tratar mal os funcionários e ser agressivo inclusive com colegas. Na delegacia a mãe foi buscá-lo e o caso foi encaminhado para o Juizado da Infância e Adolescência. O pai, dono da arma, também vai responder criminalmente.

Outra escola que precisou da intervenção da Polícia Militar foi a Miguel Baracat, na região do Imperial, na manhã de ontem. Dois dos 4 alunos acusados de agredirem com chutes e socos um colega foram detidos. I.C.F., 15, e W.L.F., 14, dizem que apenas tentavam se defender. Mas a mãe do adolescente agredido disse que a "gangue" é reincidente e imagens do circuito de segurança que já registraram outras agressões deles. Ontem, funcionários e professores tiveram que interferir, caso contrário o filho poderia ser morto pela gangue. A mãe do estudante agredido disse que a orientação da escola para os bons alunos é que aguentem as agressões calados. O filho dela já chegou a levar tapas no rosto diante dos demais alunos sem reagir, com medo dos marginais que se passam por alunos. "Vou procurar a Justiça contra a falta de segurança na escola", assegurou A.A.L., 39.

Seduc - De acordo com Dejane Borges Souza Matta, técnica da Coordenadoria de Projetos Educacionais da Seduc, a orientação aos diretores é que todo caso envolvendo agressão ou ameaça seja registrado internamente em ata e os pais sejam chamados. A exemplo destes 2 casos, o Conselho Tutelar deve ser acionado e o registro deve ser feito em delegacia. No caso de Várzea Grande, o falta de uma extensão do Projeto Rede Cidadã no município faz com que os casos não tenham o acompanhamento psicopedagógico, como ocorre em Cuiabá. Através do projeto, o Estado busca inserir estes alunos em programas específicos, em atividades diferenciadas fora da unidade escolar.











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