14.02.2017 | 08h42


DESVIOS DE R$ 7 MILHÕES

Faiad, Silval e Lúdio são levados para depor na Defaz

Os envolvidos são investigados em fraudes à licitação, corrupção, peculato e organização criminosa em contratos celebrados entre as empresas Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática LTDA


DA REDAÇÃO

O ex-vereador, Lúdio Cabral (PT) que se candidatou ao Governo do Estado em 2014, como sucessor do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), e o advogado e ex-secretário de Administração do Estado, Francisco Faiad, preso na manhã desta terça-feira (14), durante a 5ª fase da Operação Sodoma, chegaram a pouco na sede da Delegacia Fazendária do Estado para prestar depoimento. As investigações apontam que o esquema investigado teria desviado cerca de R$ 7 milhões dos cofres do Estado.

Em condução coercitiva, Lúdio chegou sorridente e disse que iria prestar depoimento.

O advogado Francisco Faiad disse à imprensa que não tem conhecimento sobre a denúncia e por isso não prestou declarações.

Representando a defesa de Faiad, o presidente da OAB-MT, Leonardo Campos, disse à imprensa que irá pedir que o colega seja detido na sede do Corpo de Bombeiros, no bairro Verdão, porque o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) não tem condições para receber o ex-presidente da Ordem, pois não possui uma sala de estado maior à qual ele tem direito pela profissão.

Quem também está na sede da Defaz, desde as 6 horas para prestar depoimento é o ex-governador Silval Barbosa, o ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi e o coronel Jesus Cordeiro, ex-secretário adjunto de Administração.

Investigação

A 5ª fase da Operação Sodoma investiga fraudes à licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas, realizados pelos representantes da empresa Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática  LTDA, em benefício da organização criminosa comandada pelo ex-governador, Silva Barbosa.

Os envolvidos são investigados em fraudes à licitação, corrupção, peculato e organização criminosa em contratos celebrados entre as empresas Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática  LTDA, nos anos de 2011 a 2014, com o Governo do Estado de Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil apurou, as empresas foram utilizadas pela organização criminosa, investigada na operação Sodoma, para desvios de recursos públicos e recebimento de vantagens indevidas, utilizando-se de duas importantes secretarias, a antiga Secretaria de Administração (Sad) e a Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana  (Septu), antiga Secretaria de Infraestrutura (Sinfra).

As duas empresas, juntas, receberam aproximadamente R$ 300 milhões, entre os anos 2011 a 2014, do Estado de Mato Grosso, em licitações fraudadas. Com o dinheiro desviado efetuaram pagamento de propinas em benefício da organização criminosa no montante estimado em mais de R$ 7 milhões.

Os presos e conduzidos estão sendo levados para a Defaz. 

Saiba mais: Ex-secretários e Silval têm novos pedidos de prisão em 5ª fase; 14 mandados são cumpridos.

 

 

Confira a chegada dos investigados:











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