10.10.2019 | 17h11


ESQUEMA DE NOTAS FRIAS

Advogado preso pela Defaz será julgado pelo Tribunal de Ética da OAB

Ele é apontado como líder de esquema que gerou cerca de R$ 337 milhões em notas frias, por meio de três empresas às quais tem ligação direta.


DA REDAÇÃO

O advogado Anailton Gomes Rodrigues será investigado pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da Ordem dos Advogados de Mato Grosso (OAB-MT). Ele foi preso acusado de ser líder de um esquema de venda de notas frias para produtores rurais, na quarta-feira (9), em uma ação da Delegacia Fazendária (Defaz), a Operação Fake Paper.

Segundo a OAB, o Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) do órgão acompanhou o fato para assegurar o respeito às prerrogativas profissionais. Os levantamentos feitos pelo TDP foram encaminhados ao TED, para que a conduta ética do profissional seja apurada e julgada.

De acordo com a Defaz, cerca de 6 mil notas frias foram emitidas pelas empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio Ltda. e Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. da S.. Guimarães Eireli. Anilton consta como como sócio de duas  e contador das três empresas.

 

As notas frias de produtos inexistentes totalizaram o montante de R$ 337.337.930,11 milhões, “gerando um prejuízo alarmante ao Estado”.

Anailton é conhecido por integrar da defesa de um dos maiores líderes da facção Comando Vermelho (CV), o Sandro Louco, considerado o criminoso mais perigoso do Estado.

Fake Paper

O advogado Anilton está entre os presos da operação  que cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão por crimes contra a administração pública.

Ele foi preso no apartamento da namorada, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. Em seguida, foi levado para seu apartamento, onde foram feitas buscas.Ele é acusado de vender notas falsas a produtores rurais e prestou depoimento na Defaz.

Outro envolvido, também preso em Cuiabá, que usava o nome falso de Bruno Dias Ferreira agia junto ao advogado, abrindo empresas fantasma que fornecia documentos falsos.

A ação policial apura uma organização criminosa que através de falsificação de documento público, falsificação de selo ou sinal público e uso de documento falso promoveu a abertura de empresas de fachada, visando disponibilizar notas fiscais frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal. Além disso, o esquema possibilitou a prática de crimes não tributários, como a fraude a licitação, ou mesmo 'esquentar' mercadorias furtadas ou roubadas.

 

 











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