09.10.2019 | 09h00


FAKE PAPER

Advogado é preso em esquema de R$ 337 milhões em notas frias

Operação Fake Paper cumpre nove mandados de prisão contra envolvidos em fraude de documentos e notas frias.


DA REPORTAGEM

O advogado Anilton Gomes Rodrigues está entre os presos da Operação  Fake Paper, que cumpre nove mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão por crimes contra a administração pública, nesta quarta-feira (09), pela Delegacia Fazendária (Defaz).

Ele foi preso no bairro Goiabeiras, no apartamento da namorada e depois levado para o apartamento dele, onde foram feitas buscas. Ele é acusado de vender notas falsas a produtores rurais. A defesa do advogado confirmou que ele está prestando depimento na Defaz.

Outro envolvido, também preso em Cuiabá, que usava o nome falso de Bruno Dias Ferreira, agia junto ao advogado, abrindo empresas fantasma que fornecia documentos falsos.

A ação policial apura uma organização criminosa que através de falsificação de documento público, falsificação de selo ou sinal público e uso de documento falso promoveu a abertura de empresas de fachada, visando disponibilizar notas fiscais frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal. Além disso, o esquema possibilitou a prática de crimes não tributários, como a fraude a licitação, ou mesmo 'esquentar' mercadorias furtadas ou roubadas.

A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso constatou que, juntas, as empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio Ltda. e Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. da S.. Guimarães Eireli emitiram R$ 337.337.930,11 milhões em notas frias, gerando um prejuízo alarmante ao Estado.

Os mandados estão sendo cumpridos em sete cidades de Mato Grosso: Cuiabá, Tangará da Serra, Campo Novo dos Parecis, Barra do Bugres, Canarana, Sorriso e Juína

Às 08h três presos já estavam prestando depoimento na sede da Defaz.

 

 











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