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03.07.2010 | 16h34


POLÍCIA

Advogado diz que investigação sobre morte de estudante está viciada



O advogado Ulisses Rabaneda afirmou que as investigações sobre o assassinato da estudante Eiko Uemura não têm credibilidade, por estarem "cheias de vícios" - fato, que, para o advogado, torna a apuração do crime suspeita.

Rabaneda advoga em defesa do ex-amante da jovem, o também advogado Sebastião Carlos Araújo Prado, considerado pela Polícia Civil como o principal suspeito de ter cometido o crime.

De acordo com laudos técnicos, em poder da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), de Cuiabá, Eiko foi espancada, torturada e, na sequência, brutalmente assassinada. Depois, foi jogada no Portão do Inferno, a 40 km de Cuiabá, na região do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. O corpo de Eiko foi encontrado na manhã do dia 29 de abril de 2009.

Em recentes entrevistas, o delegado titular da DHPP, Márcio Pieroni, responsável pelas investigações, confirmou que fios de cabelos encontrados no veículo do advogado Prado e periciados pela Polícia Federal do Acre são da estudante. Dessa forma, a Polícia Civil confirma a autoria do assassinato, uma vez que o envolvimento de outras pessoas também foi comprovado.

Com o laudo que comprava a autoria do crime, Pieroni acredita ter provas para pedir a prisão dos envolvidos, e ainda encerrar as investigações, que já duram mais de ano. Vale destacar que o exame DNA do cabelo de Eiko foi refeito em Minas Gerais, após ter sido "manipulado", segundo Pieroni, pelo Laboratório de DNA Forense da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

O primeiro laudo foi desconsiderado pelo delegado, após detectar um "erro" no resultado da análise, que apontou que no dente e nos cabelos analisados haviam dado XY (masculino), ao invés de XX (feminino).

Suspeitas

Para o advogado Ulisses Rabaneda, a condução das investigações tem causado estranheza por parte da defesa. Ele alegou que as provas em favor de Sebastião Prado sempre são refeitas, por determinação do delegado Márcio Pieroni.

Ele considerou que a prova apontada pelo delegado "não é uma prova", por entender que é natural o cabelo encontrado ter sido encontrado no carro do advogado, pelo fato de a estudante ter sido amante dele. Sendo assim, ele não vê motivos para pedido de prisão de Sebastião Prado.

Manobras

Segundo Rabaneda, o inquérito corre em sigilo de forma legal, mas é ilegal pelo fato de os envolvidos não terem acesso, tese, inclusive, referendada pelo Supremo Tribunal Federal.

"Não tivemos acesso aos resultados das investigações, mas todos os laudos em favor do meu cliente são refeitos e sempre aparece um resultado diferente. No princípio, era suicídio; agora, não é mais. O primeiro laudo do cabelo não era dela; agora é. Isso coloca a investigação sob suspeita











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