21.10.2019 | 09h15


"SE FICASSE IA ME MATAR"

Adolescente foge de casa e acusa padrasto de estupro em MT

A irmã da vítima, de 12 anos, contou que também já sofreu abusos do acusado. O caso aconteceu no Residencial Jonas Pinheiros.


DA REDAÇÃO

Uma adolescente de 16 anos, identificada pelas iniciais J.C.B.F., fugiu de casa, no Residencial Jonas Pinheiros, em Cuiabá, na madrugada de domingo (20) por não aguentar mais os abusos do padrasto, identificado pelas iniciais E.S.F., 38 anos.

A situação foi confirmada pela a irmã da adolescente, D.C.M, 12 anos, que também disse já ter sido vítima do padrasto.

A mãe das adolescentes, identificada pelas iniciais S.C.B., acionou a Polícia Militar (PM) por volta das 10h30, após não encontrar a filha mais velha em casa e descobrir, através de uma das amigas da menor, que ela fugiu por não aguentar mais os abusos sexuais.

Na mensagem recebida por meio do aplicativo WhatsApp, a adolescente dizia para que a amiga não se preocupasse e que foi embora por causa do padrasto, que estava sofrendo calada e que se ficasse em casa iria se matar.

S.C.B., após essas revelações, foi conversar com a filha mais nova, quando a menina contou chorando que o acusado uma vez passou as mãos em suas nádegas e, na segunda vez, o padrasto deitou na cama enquanto ela dormia, mas não sabe dizer se o homem chegou a fazer alguma coisa.

A menina relatou ainda que não havia contado para a mãe porque tinha medo que E.S.F. fizesse alguma coisa contra ela, à mãe ou contra a irmã.

S.C.B. relatou aos policiais que o marido bebe muito e depois que está bêbado é muito agressivo.

E.S.F. foi detido e encaminhado à Central de Flagrantes, onde foi registrado o boletim de ocorrência sob acusação de estupro de vulnerável contra as duas enteadas.

J.C.B.F. ainda não foi encontrada, mas mantém contado por mensagens com a amiga e com a mãe, quando disse que está segura, mas que não pode ficar muito tempo no celular.

A Polícia civil por meio da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) investiga o caso e busca pelo paradeiro da adolescente.











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