30.11.2010 | 18h53


POLÍCIA

Acusados de fraudar vestibular da Unic se livram de ir para o Carumbé

MIRO FERRAZ
DA REDAÇÃO

Os sete homens que participaram do esquema de fraude no vestibular para o curso de medicina da Universidade de Cuiabá (Unic), presos em flagrante no último fim de semana, já deixaram a Polinter, onde estavam detidos desde sábado. Eles seriam encaminhados para a Cadeia do Carumbé, mas conseguiram Habeas Corpus e se livraram do xadrez.

Agripos Lucas Matheus dos Santos (20), Nathan Lúcio Moreira (20), Fortunato Simões Franco (19), Paulo Cezari Frizanco, (20), Hélcules Cleiton (18), Pedro Simões Franco (21) e Juan Tiago Pagnassant (21), vão responder em liberdade pelos crimes de estelionato e formação de quadrilha, e podem pegar até 10 anos de prisão.

A fraude

Pelo gabarito das provas, os envolvidos cobravam até R$ 20 mil. A fraude, descoberta durante as provas do vestibular, realizado no fim de semana, envolveu 22 candidatos a “médico”, que  compraram o gabarito da prova. Segundo a delegada Ana Cristina Feldner, alguns pais chegaram a parcelar o valor em 10 vezes.

Com os acusados, a polícia encontrou cheques e dinheiro, pagos pelos gabaritos. Foram R$ 52 mil no total, sendo um cheque R$ 7,5 mil, dois de R$ 15 mil, R$ 5 mil em dinheiro, escondidos na cueca de um dos envolvidos, além de R$ 25,5 mil em dinheiro. A última quantia estava na casa da namorada de um dos envolvidos na fraude.

Um dos envolvidos, Fortunato Simões (19) fazia a prova em duas horas. Depois, com o gabarito anotado, passava para ou os outros envolvidos que, por sua vez, passavam para os celulares dos vestibulandos.

Os aparelhos dos candidatos foram encontrados debaixo das palmilhas dos calçados dos alunos. Por falta de uma legislação específica, segundo a delegada, apesar de envolvidos, os alunos não puderam ser detidos.

“É uma pena que pais sejam coniventes e que não haja punição para eles e para os adolescentes envolvidos”, disse Feldner. Por se tratar de quantias elevadas por gabaritos e também de mensalidades caras, a polícia não descarta que os adolescentes sejam filhos de pessoas influentes, como empresários e políticos.











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