22.09.2010 | 15h38


POLÍCIA

8 são presos em flagrante por crime eleitoral



Da Redação

Oito pessoas foram presas por crime de corrupção eleitoral em Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte), na tarde desta terça-feira (21). A operação foi realizada pela Delegacia da Polícia Judiciária Civil após pedido da Justiça Eleitoral. Três dos presos também foram autuados por formação de quadrilha.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 2 estabelecimentos comerciais, uma gráfica no bairro Industrial e um Posto de Combustível na saída da cidade, sentido Tapurah.

Na gráfica, os policiais civis acompanhados de servidor da Justiça Eleitoral, apreenderam vários vales de combustível, requisições e listas de controle da entrega desses vales, com identificação das placas dos favorecidos e assinaturas das pessoas que iriam retirar os cupons.

Durante a diligência, alguns interessados em obter a vantagem indevida (vale - combustível) compareceram à gráfica, confirmando as denúncias recebidas na Justiça Eleitoral.

Uma outra equipe cumpriu mandado no posto de combustível denunciado e apreendeu vários "vales-combustíveis", oriundos da referida gráfica. No momento da ação, alguns participantes do esquema de corrupção chegaram ao posto, munidos de vales para abastecer seus veículos.

O delegado Marcelo Martins Torhacs, informou que as investigações apontam para a existência de um esquema de compra de votos através de “vales combustíveis”, em que os interessados, corrompidos por indivíduos sob investigação, supostamente ligados a coligações e candidatos, compareciam à gráfica e permitiam que seus veículos - automóveis, caminhonetes ou motocicletas - fossem adesivados com propaganda eleitoral de candidatosdiversos. Em contrapartida, recebiam os vales de abastecimento de combustível, os quais eram trocados no posto investigado.

As 8 pessoas foram presas em flagrante por crime de corrupção eleitoral com pena de até 4 anos de reclusão. Três delas, devido ao maior envolvimento e à reiteração das condutas criminosas, também foram autuadas por crime de quadrilha.

Conforme o delegado, o proprietário da gráfica se reservou ao direito de ficar calado e não deu informação dos envolvidos. "Está sob investigação quais são essas coligações e eventuais candidatos", afirmou o delegado Marcelo Martins.











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO