01.07.2020 | 16h18


PODERES / OPERAÇÃO ARARATH

Waldir Teis está preso em cela do Carumbé; defesa pede Habeas Corpus

O conselheiro afastado Waldir Teis foi preso na manhã desta quarta (1°) acusado de tentar atrapalhar investigação e foi flagrado destruindo provas


DA REDAÇÃO

A defesa do conselheiro afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Waldir Teis vai pedir o relaxamento da prisão dele no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Teis foi preso na manhã desta quarta-feira (1°) acusado de tentar embaraçar às investigações da Operação Ararath e está em em uma área reservada para presos com prerrogativa, no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), anexo ao antigo Presídio Carumbé.

O advogado Diógenes Curado disse que solicitou cópia do processo ao STJ e que aguarda o documento para estudar quais medidas deverão ser adotadas para reverter a prisão, entre elas o relaxamento da prisão. Uma das justificativas para o pedido, é o fato do conselheiro pertencer ao grupo de risco da covid-19 (novo coronavírus). Teis tem 66 anos.

Em setembro de 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento de cinco conselheiros, entre eles Waldir Teis, que foram citados na delação 'monstruosa' do ex-governador Silval Barbosa. A ação desencadeou a Operação Malebolge.

Ainda segundo a defesa, o conselheiro se apresentou na sede da Polícia Federal, na manhã desta quarta, após tomar conhecimento do mandado de prisão em aberto. 

A prisão de Waldir Teis ocorreu após pedido do Ministério Público Federal (MPF). A ordem de prisão foi proferida pelo ministro Raul Araújo, relator da operação Ararath no STJ e, segundo o MPF, teve como base o relatório da PF que revelou indícios de que o conselheiro teria tentando embaraçar às investigações, ao tentar destruir cheques assinados em branco e canhotos jogando na lixeira do prédio, depois de descer correndo 16 andares.

A ação foi registrada pelos policiais e, conforme o Ministério Público não houve prisão em flagrante porque o conselheiro tem imunidade que restringe a possibilidade de prisões quando se trata de crimes afiançáveis.

Conforme o MPF, durante as investigações identificaram que os cheques são de empresas ligadas à organização criminosa da qual o conselheiro é suspeito de integrar. Os canhotos dos cheques somam mais de R$ 450 mil.

Sobre os cheques, a defesa disse que os documentos não tinham nenhuma irregularidade e que o conselheiro apresentou justificativa à PF logo após o cumprimento de busca e apreensão.

Malebolge

Em setembro de 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento de cinco conselheiros, entre eles Waldir Teis, que foram citados na delação 'monstruosa' do ex-governador Silval Barbosa. A ação desencadeou a Operação Malebolge.

De acordo com Silval, os conselheiros teriam exigido propina para não prejudicar o andamento das obras da Copa do Mundo e do programa MT Integrado.

Foram afastados Antonio Joaquim, Waldir Teis, José Carlos Novelli, Sérgio Ricardo e Valter Albano.











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