10.12.2018 | 11h30


PREFEITA DENUNCIADA

Vereadores podem afastar Thelma de Oliveira do cargo nesta segunda-feira

A prefeita de Chapada dos Guimarães é acusada de comprar materiais superfaturados e atrasos no envio de projetos ao Legislativo.


DA REDAÇÃO

Os vereadores de Chapada dos Guimarães (68 km de Cuiabá) vão decidir nesta segunda-feira (10) se aceitam ou não uma denúncia contra a prefeita Thelma de Oliveira (PSDB) que pode resultar na abertura de uma Comissão Processante, além do afastamento do cargo durante a investigação.

Segundo o presidente do Legislativo, vereador Benedito Edmilson de Freitas Filho (MDB), mais conhecido como Bozo, para que a investigação seja instaurada serão necessários que apenas seis vereadores, dos 11, sejam a favor da comissão.

O parlamentar acredita que a comissão processante  será aceito pelos colegas, mas o afastamento será mais difícil, já que alguns vereadores não aceitaram a proposta e, para isso, seriam necessários oito votos.

“O afastamento preventivo de 180 dias é necessário para que possamos analisar os fatos sem que ela esteja no Poder. Acredito que a denúncia seja aceita, o afastamento ainda há dúvida”, disse.

Bozo explica que a denúncia contra a prefeita foi apresentada por três moradores de Chapada dos Guimarães que acompanham os trabalhos do Poder Executivo. Entre as irregularidades apontadas pelo grupo estão: atrasos no envio da Auditoria Pública Informatizada de Contas (Aplic) ao Tribunal de Contas do Estado (TCE); aquisição de material superfaturado; atrasos no envio de projetos orçamentários; aquisição de mudas e gramas que não foram plantadas; suprimentos de fundos acima do limite legal; e atrasos nas respostas dos requerimentos enviados pelo Legislativo.

Caso o requerimento seja aceito será formada uma Comissão Processante com três vereadores que irão investigar, em 180 dias, as denúncias apresentadas.

Ao , a prefeita Thelma de Oliveira disse que está tranquila e que irá responder a todos os questionamentos provocados pela Câmara. Ela aponta que essa é a terceira tentativa da oposição para retirá-la do cargo desde o resultado das eleições de 2016.











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