25.05.2017 | 11h13


PROTESTOS EM BRASÍLIA

‘Vândalos botaram vidas em risco’, diz Maggi sobre incêndio no Ministério da Agricultura

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), estava no Ministério da Agricultura, quando os manifestantes atearam fogo nas instalações e precisou deixar o local às pressas.


DA REDAÇÃO

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), afirmou que os atos de vandalismo, praticados na quarta-feira (24), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante manifestação, “passaram muito da conta”. Prédios de Ministérios foram danificados e muitos documentos oficiais, perdidos.

Maggi veio a Cuiabá para um evento do agronegócio, nesta quinta-feira (25). Ele estava no Ministério da Agricultura, quando os manifestantes atearam fogo nas instalações e precisou deixar o local às pressas.

“Ficamos muito chocados. Foi uma situação difícil, que colocou a vida das pessoas, dos servidores que lá estavam trabalhando, em risco. O vandalismo lá passou muito da conta”, disse Blairo Maggi.

"Ainda não sabemos a soma dos prejuízos, mas o auditório ficou danificado. Lamentável que as manifestações acabem em vandalismo. Isso é péssimo para a democracia brasileira. Ninguém ganha com isso", disse Blairo.

O ministro contou sobre os momentos que antecederam à invasão no Ministério.

“Eu cheguei cedo, por volta das 8 horas, e fui acompanhando o início da movimentação. Mas em um determinado momento, invadiram o prédio e botaram fogo na recepção. A fumaça era muito preta e todos ficaram assustados. Saímos correndo, mas sem qualquer incidente grave”, relatou Maggi.

Em postagem no Facebook, pouco depois de sair do Ministério, Maggi declarou que o ato é péssimo para a democracia.

"Eles colocaram fogo na entrada privativa, danificando as instalações. Ainda não sabemos a soma dos prejuízos, mas o auditório ficou danificado. Lamentável que as manifestações acabem em vandalismo. Isso é péssimo para a democracia brasileira. Ninguém ganha com isso", disse Blairo.

Os manifestantes pediam a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB) e criticavam as reformas trabalhista e da Previdência. Cerca de 35 mil pessoas estavam na Esplanada dos Ministérios, segundo a PM, que atirou balas de borracha e gás lacrimogênio, enquanto manifestantes atiravam pedras e tentavam avançar em direção ao Congresso.

A confusão começou por volta das 14h, no horário de Brasília, quando ativistas de rostos cobertos tentaram furar o cordão de revista policial, montado pela Polícia Militar entre a rodoviária do Plano Piloto e a Esplanada dos Ministérios.

Houve corre-corre, e os manifestantes conseguiram furar o bloqueio, entrando na área da manifestação com hastes de bandeiras, materiais explosivos e perfurantes.

Além do prédio do Ministério da Agricultura, também foram danificados os prédios da Fazenda, Minas e Energia, Planejamento e Turismo, além do Museu da República e Catedral Metropolitana. As fachadas foram pichadas com palavras de ordem como "fora, Temer" e "diretas já".











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO