23.05.2020 | 16h10


PODERES / VÍDEO DE BOLSONARO

Turin: Ele deixou claro estar insatisfeito por não ter informações da PF

O promotor também criticou as falas dos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles e da Mulher, da Família, dos Direitos Humanos, Damares Alves e a falta de debate técnico do governo.


DA REDAÇÃO

Questionado sobre o polêmico vídeo da reunião ministerial, divulgado na sexta-feira (22), o promotor de Justiça Roberto Turin aponta que com base apenas no vídeo pode-se chegar à conclusão que sim, houve uma interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, conforme denunciou o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. Mas pondera que a análise do processo deve levar em conta os fatos antes e depois a data da reunião.

“Ali [no vídeo] ficou claro que, ele deixou claro, o presidente, que estava insatisfeito por não receber informações sobre a PF e outros órgãos de informação”, disse ao .

Turin ressalta que as pessoas têm levado o vídeo como um viés político, esquecendo que ele é um instrumento jurídico divulgado para comprovar se houve ou não interferência do presidente na Polícia Federal. 

O promotor também criticou as falas dos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles e da Mulher, da Família, dos Direitos Humanos, Damares Alves e a falta de debate técnico do governo.

“A reunião mostra um tipo de conduta que é peculiar, que é prática desse governo, diferente do que se espera de uma reunião formal de trabalho produtiva”, afirma. 

"Não houve debate sobre o coronavírus. Comportamento felizmente, ou infelizmente é comum, mais do mesmo", continua.

Turin aponta duas falas em particular, a do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles e da ministra da Mulher, da Família, dos Direitos Humanos, Damares Alves. 

“Ele [Salles] comenta que com a pandemia a Justiça e a imprensa estão preocupadas com outras construções, e que agora seria o momento para aproveitar e fazer modificações nas regras ambientais. O que não seria de forma transparente como se deve ser”, ressalta. 

“A outra fala, que também é preocupante, é de Damares, na qual diz que vai tomar medidas legais contra prefeitos e governadores por causa das medidas de isolamento aplicadas, por ser ofensivo aos direitos humanos. O que é ofensivo aos diretos humanos é não combater a pandemia, não evitar o colapso, não adotar medidas. Nesse momento, os governadores e prefeitos têm que agir, têm respaldo do STF, da lei, se tornaria um crime se não agissem”, desaca Turin, que aponta que fala da ministra não tem respaldo legal.

O promotor também pondera que as pessoas têm levado o vídeo como um viés político, esquecendo que ele é um instrumento jurídico divulgado para comprovar se houve ou não interferência do presidente na Polícia Federal. Questionado, ele afirma que deve analisar o contexto do processo e, os fatos que ocorreram antes e depois da data da reunião. No entanto, com base apenas no vídeo pode-se chegar à conclusão que sim, houve uma interferência.

 











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