21.08.2019 | 15h50


OPERAÇÃO ASSEPSIA

Tribunal de Justiça manda soltar militares acusados de facilitar entrada de celulares na PCE

A decisão foi unânime, dada em sessão do Pleno da 2º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, na tarde desta quarta-feira.


DA REDAÇÃO

Os três policiais militares, Cleber de Souza Ferreira, Ricardo de Souza Carvalhaes de Oliveira e Denizel Moreira dos Santos Júnior, presos durante a Operação Assepsia, em junho, tiveram as prisões preventivas revogadas, nesta quarta-feira (21). A decisão foi unânime, dada em sessão do Pleno da 2º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Os desembargadores que compõe a Câmara, Rui Ramos Ribeiro, Alberto Ferreira de Souza e Pedro Sakamoto, ainda determinaram que a 7° Vara Criminal de Cuiabá não tem competência para julgar o processo e o encaminhou os autos para 11° Vara de Justiça Militar.

No entanto, Cleber seguirá preso, devido a outro mandando de prisão expedido em seu nome, na operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta quarta.

Foram denunciados Paulo Cesar dos Santos, vulgo “Petróleo”, e Luciano Mariano da Silva, conhecido como “Marreta”, membros da facção Comando Vermelho; o então diretor da Penitenciária Central do Estado, Revétrio Francisco da Costa; o vice-diretor, Reginaldo Alves dos Santos e os militares Cleber de Souza Ferreira, Ricardo de Souza Carvalhaes de Oliveira e Denizel Moreira dos Santos Júnior.

Operação

No dia 18 de junho, a Operação Assepsia apreendeu 86 celulares dentro de um freezer, no antigo Pascoal Ramos, que seriam vendidos aos bandidos.

O grupo facilitava a entrada de aparelhos telefônicos móveis na penitenciária. O Ministério Público Estadual (MPE) revelou que os telefones, seriam vendidos aos presos por cerca de R$ 5 mil, totalizando o valor de R$ 450 mil.

Deste montante, o preso Paulo César revelou à Polícia Civil, que a facção criminosa pagaria pelos aparelhos escondidos no freezer, R$ 1,2 mil, ou seja, o montante de R$ 103 mil seria dividido entre os diretores do presídio e os militares que ajudaram na ação criminosa.

Outra parte do dinheiro ficaria para os membros do CV.











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