15.05.2020 | 08h02


PODERES / OPERAÇÃO CLEAN UP

TJ mantêm liberdade de vereador Jânio Calistro, acusado de ser consultor do tráfico

Advogado do réu afirma que liberdade não foi concedida devido à covid-19, mas por questões processuais


DA REDAÇÃO

Vereador por Várzea Grande, Jânio Calistro (PSD) teve sua liberdade mantida por decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), na quarta-feira (13). Em plenário, os desembargadores, por unanimidade, confirmaram o habeas corpus para o parlamentar. Ele foi solto no dia 20 de março.

Jânio, que é policial civil aposentado, foi acusado de ser consultor de compra e vendas de droga de uma facção criminosa ligada ao Comando Vermelho, e foi preso na operação Clean Up.

Segundo o advogado do réu, Ricardo Monteiro, seu cliente teve liminar confirmada e, diferente do que foi divulgado anteriormente, ele não foi solto por causa da covid-19 e sim por questões processuais.

“O que ficou esclarecido pelo relator, ele fez questão de enfatizar isso, ele não foi solto por questão de coronavírus. O crime imputado a ele é uma pena de três anos a 10 anos, caso ele fosse condenado. Como ele é primário o máximo que poderia pegar, em uma eventual condenação, seriam três anos e pouquinho. E três anos e pouquinho seria pena aberta, então ele não ficaria um dia preso. Aquela preventiva era uma pena antecipada e, muito mais gravosa [do que ele poderia receber em eventual condenação]”, argumentou a defesa.

O voto do relator, desembargador Geraldo Giraldelli, foi acompanhado pelos desembargadores Juvenal Pereira e Rondon Dower.

A liberdade não isenta o vereador de responder as acusações. O processo corre na Justiça e ainda passará pela fase do julgamento.

Operação

Operação Cleanup foi deflagrada em dezembro de 2019, para dar cumprimento a 56 ordens judiciais, sendo 23 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Várzea Grande, com objetivo de combater a ação de traficantes que atuam principalmente no município.

Calistro é policial civil aposentado e, de acordo com o delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixera, atuava junto ao grupo de traficantes, inclusive, orientando compras e vendas de drogas.

“As investigações duraram cerca de 70 dias. O grupo criminoso é responsável por cerca de 90% do tráfico de drogas da cidade”, destacou o delegado.

O grupo já foi denunciado pelo Ministério Público e responde as acusações na Justiça.











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