25.05.2017 | 10h13


“GRAMPOS” BOMBA

Taques diz que não vai julgar prisão de coronel da PM por ‘fofoca’

O governador Pedro Taques (PSDB) disse que não fará juízo de valor a respeito da prisão do ex-comandante da Polícia Militar, Zaqueu Barbosa, preso na terça-feira (23) por envolvimento no esquema de escutas clandestinas, monitoradas pela PM.


DA REDAÇÃO

O governador Pedro Taques (PSDB) disse nesta quinta-feira (25) que não fará juízo de valor a respeito da prisão do ex-comandante da Polícia Militar, Zaqueu Barbosa, preso na terça-feira (23) por envolvimento no esquema de escutas clandestinas, monitoradas pela PM.

Também foi preso o cabo da PM, Gerson Luiz Ferreira, que segundo a decisão judicial, era quem possuía acesso aos dados das interceptações ilegais. Foram “grampeados” políticos, advogados, empresários e jornalistas, entre os anos de 2014 e 2015.

Taques, que se pronunciou pela primeira vez, desde a prisão dos oficiais, disse que vê o assunto com preocupação.

“Mas quero ressaltar que não faço juízo de valor antes do devido processo legal”, afirmou o governador, em um evento do agronegócio, em Cuiabá.

“O coronel Zaqueu é uma pessoa séria, digna, que exerceu durante um ano a chefia da PM no Estado. Não podemos julgar as pessoas com fofoca, por notícias de jornal e sites. Sabemos que neste momento muita coisa está envolvida”, pontuou Taques.

Ele defendeu o coronel, que foi comandante-geral da Polícia Militar durante o primeiro ano da gestão.

“O coronel Zaqueu é uma pessoa séria, digna, que exerceu durante um ano a chefia da PM no Estado. Não podemos julgar as pessoas com fofoca, por notícias de jornal e sites. Sabemos que neste momento muita coisa está envolvida”, pontuou Taques.

Questionado se a decisão do juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, que determinou as prisões foram baseadas em “fofocas”, Taques negou que estivesse criticando o magistrado.

“Não critico decisão de juiz. Decisão tem que ser cumprida”, concluiu o governador.

Entenda o Caso

Conforme a denúncia encaminhada pelo promotor de Justiça Mauro Zaque à Procuradoria-Geral da República (PGR), os 'grampos' ilegais teriam ocorrido entre 2014 e 2016 com a conivência do Governo do Estado.

As escutas telefônicas clandestinas, segundo a o documento enviado à PGR, teriam como alvo a deputada estadual Janaína Riva (PMDB), o ex-vereador e ex-candidato ao Governo do Estado Lúdio Cabral, além do blogueiro José Marcondes Muvuca, assim como advogados e jornalistas.

O caso veio à tona após uma reportagem investigativa do programa Fantástico, da TV Globo, no inicio do mês. Desde então o goverdor Pedro Taques (PSDB) concedeu entrevistas, enviou nota à imprensa negando que tivesse conhecimento dos fatos e afirmando que já pediu investigação da Polícia Civil.











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