19.07.2019 | 08h30


ACUSADO DE ORDENAR GRAMPOS

Taques aponta delação cruzada e sem provas de PMs: 'Quero ser ouvido'

A declaração rebate as afirmações dos coronéis Zaqueu Barbosa, ex-comandante da Polícia Militar, e Evandro Lesco, ex-secretário da Casa Militar, além do cabo da PM Gérson Corrêa Júnior, que esta semana apontaram o ex-governador como mandante dos grampos


DA REDAÇÃO

“Já pedi para ser ouvido no Ministério Público e na polícia. Ninguém está acima da lei e quando tomei conhecimento dos fatos investigados, pedi providência, imediatamente”, garantiu.

O ex-governador Pedro Taques (PSDB) considerou que as confissões dos militares, investigados no esquema dos grampos ilegais em Mato Grosso, se tratam de delações cruzadas, quando réus de uma mesma ação se unem para acusar uma terceira pessoa mesmo sem provas, neste caso ele.

A declaração rebate as afirmações dos coronéis Zaqueu Barbosa, ex-comandante da Polícia Militar, e Evandro Lesco, ex-secretário da Casa Militar, além do cabo da PM Gérson Corrêa Júnior, que esta semana apontaram o ex-governador e seu primo, o advogado Paulo Taques, como os donos do esquema de escutas ilegais criado durante as eleições de 2014.

 “A delação premiada é instrumento importante para combater crimes, no entanto, o que é falado pelo delator, precisa ser provado; notadamente em se tratando de delações cruzadas, onde, acusados na mesma ação, acusam um terceiro, sem qualquer prova; confio na verdade e na Justiça”, respondeu Taques.

 

 

O tucano declarou ainda que já pediu para ser ouvido no Ministério Público Estadual (MPE) e na Polícia Civil.

“Já pedi para ser ouvido no Ministério Público e na polícia. Ninguém está acima da lei e quando tomei conhecimento dos fatos investigados, pedi providência, imediatamente”, garantiu.

"O que é falado pelo delator, precisa ser provado; notadamente em se tratando de delações cruzadas, onde, acusados na mesma ação, acusam um terceiro, sem qualquer prova; confio na verdade e na Justiça”, respondeu Taques.

O nome de Taques voltou a ficar evidente nas investigações depois que seu ex-comandante-geral da Polícia Militar, Zaqueu Barbosa, e o ex-secretário da Casa Militar em seu Governo, Evandro Lesco, pediu para prestar novo depoimento à Justiça Militar de Cuiabá. O militar revelou que pediu novo interrogatório porque tinha por objetivo trazer a verdade e a forma que ocorreu.

Na terça-feira (16), Zaqueu contou que, em 2014, durante a campanha eleitoral, teria sido procurado via telefone em um domingo, depois do Fantástico, por Paulo Taques e o então candidato ao Governo do Estado Pedro Taques.

Em sua casa, o coronel revelou que Taques e o primo teriam afirmado que a campanha estava difícil porque tinham queixa de tentativa de roubo em dia de pagamento e foram indicados alguns nomes de policiais para fazer a segurança. Depois de várias reuniões Paulo e Pedro teriam pedido para Zaqueu se tinha como ouvir algumas pessoas que estavam atrapalhando a reta final das eleições.

A partir desse momento teria iniciado, segundo Zaqueu, o esquema de grampos ilegais em Mato Grosso. As informações foram confirmadas nos depoimentos de Evandro Lesco e o cabo Gerson Corrêa.

 











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