09.06.2017 | 16h59


PODERES / CASTELO DE AREIA

STJ nega pedido de liberdade ao ex-vereador João Emanuel

A decisão é do ministro da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Sebastião Reis Júnior, e o ex-vereador João Emanuel segue preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) pelo crime de estelionato.


DA REDAÇÃO

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o primeiro pedido de liberdade à instância superior do ex-vereador de Cuiabá, João Emanuel, que tentava reverter a prisão decretada em decorrência da Operação Castelo de Areia.

João Emanuel é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de ser um dos mentores de um esquema de estelionato, junto ao Soy Group, que teria causado prejuízos de R$ 50 milhões às vítimas.

A decisão é do ministro da Sexta Turma do STJ, Sebastião Reis Júnior, e João Emanuel segue preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) pelos crimes praticados.

No dia 1º de junho, a juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, já havia negado o pedido de revogação da prisão preventiva ao ex-vereador, que está preso desde agosto de 2016.

Castelo de Areia

A Operação Castelo de Areia foi deflagrada em agosto do ano passado, comandada pela Delegacia Regional de Cuiabá em conjunto com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

As investigações apuraram crimes de estelionato praticados pela organização criminosa, que agia em todo o Estado de Mato Grosso aplicando várias formas de golpes, deixando prejuízos que ultrapassaram R$ 50 milhões a pelo menos sete vítimas identificadas até o momento.

Em um dos golpes, uma vítima afirma que João Emanuel o ludibriou em um suposto investimento com parceria com a China, fazendo com que o investidor emitisse 40 folhas de cheque, que juntas somavam o montande de R$ 50 milhões.

Foram denunciados: o ex-vereador João Emanuel Moreira Lima; o juiz aposentado Irênio Lima Fernandes; os empresários Walter Dias Magalhães Júnior, Shirlei Aparecida Matsouka Arrabal e Marcelo de Melo Costa; o advogado Lázaro Roberto Moreira Lima; o contador Evandro José Goulart; e o comerciante Mauro Chen Guo Quin.

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