14.06.2017 | 12h20


PODERES / DE R$ 500 MIL PARA R$ 1 MILHÃO

Silval revela que Riva propôs trocar empresas para aumentar propina

Segundo o ex-governador Silval Barbosa, o ex-deputado José Riva o procurou entre o final de 2013 e início de 2014, propondo a troca da empresa Consignum pela Zethra Gestão de Benefícios Consignados, que pagaria o dobro em propina.


DA REDAÇÃO

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) também não poupou o ex-companheiro de Assembleia Legislativa, José Riva, na confissão que fez para a juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, e que motivou sua soltura na terça-feira (13), após um ano e nove meses preso.

Segundo o ex-gestor, Riva o teria procurado entre o final de 2013 e início de 2014, propondo a troca da empresa Consignum, que pagava propina mensal de R$ 500 mil, pela empresa Zethra Gestão de Benefícios Consignados, que estava disposta a pagar propina no valor de R$ 1 milhão.

A Consignum fornecia o software que calculava a margem para os servidores estaduais tomarem empréstimos consignados, ou seja, com desconto diretamente na folha de pagamento, bem como os descontos de convênios. O Governo do Estado rompeu o contrato com a empresa em 2016.

Silval confessou ter concordado com a troca e deu início ao processo licitatório, que favoreceria a Zethra. No entanto, a Consignum conseguiu suspender o certame, através de medida judicial.

O ex-governador citou que em reunião com o dono da Consignum, Willians Mischur, ficou acertado que o ex-deputado passaria a atuar como interlocutor da renovação do contrato da empresa e teria recebido R$ 250 milhões de propina.

Relata que, após várias tentativas do proprietário da Consignum em conversar consigo, em meados de 2014, quando estava na casa de seu irmão Antonio, chegaram ao local Valdinei Mauro de Souza, vulgo Nei, acompanhado de Willians Paulo Mischur, quando em conversa com Mischur, orientou-o a tratar da renovação do seu contrato diretamente com José Riva, desde que se acertassem”, escreveu Selma Arruda, em sua decisão.

Mischur chegou a ser preso na Operação Sodoma 2, da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), em março de 2016. Após, ele passou a ser colaborador da investigação, e revelou o pagamento de propina.

Silval Barbosa estava preso desde o dia 17 de setembro de 2015. A prisão domiciliar foi concedida mediante entrega de R$ 46 milhões em bens. Ao todo, são cinco bens que totalizam o valor. O ex-governador não firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público do Estado.

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(1) COMENTÁRIOS

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Carlos Nunes  14.06.17 13h19
E sobre o VLT? O Silval não falou nada ainda? Seria bom ele CONTAR TUDO sobre o VLT...pra que o que aconteceu lá atrás nunca mais aconteça agora e lá na frente. Cachorro mordido por cobra, tem medo até de linguiça, como diz o ditado popular.

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