22.11.2019 | 18h15


APOIO A MORO

Senadores de MT são favoráveis ao projeto de prisão em 2ª instância

Jayme Camps e Wellintonse uniram à Selma Arruma, relatora da proposta, para manter prisão em Segunda Instância


DA REDAÇÃO

Os senadores Jayme Campos (DEM) e Wellington Fagundes (PL) declaram ser favoráveis ao projeto que estabelece a prisão de condenados em segunda instância. A votação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) esta prevista para acontecer na próxima quarta-feira (27).

Apesar de dizer que é apoiador do projeto, Jayme Campos disse que não assinou a carta em apoio à manutenção da prisão em segunda instância e declarou que muitos que participaram do ato poderão votar contrário.

“O que está ocorrendo em Mato Grosso, no Brasil, é que estão subscrevendo alguns manifestos para pressionar. Particularmente não assinei até hoje, primeiro nem vi esse documento. Segundo, você tem que votar conforme sua consciência, até porque muitos daqueles que estão assinando não vão votar favorável”, disse a imprensa na última segunda-feira (18).

“Já defini, mas com minha consciência. Tanto é verdade que, vocês conhecem minha trajetória, na votação da CPFM, […] nunca fiz manifesto, eu fui lá e votei”, acrescentou.

Durante reunião dos líderes do Senado Federal, Wellington Fagundes também defendeu a proposta. Ele destacou que leis formuladas "apenas na pressão" acabam por ser prejudiciais ao conjunto da sociedade.

“Não é salutar que uma decisão dessa magnitude seja, posteriormente, alvo de questionamentos, trazendo mais insegurança à população", diz trecho divulgado pela assessoria do senador.

A senadora Selma Arruda (Podemos), relatora da proposta, apresentou na quarta-feira (20), parecer favorável ao projeto acolhendo texto formulado pelos senadores com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

A discussão sobre o tema ocorreu depois que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que o cumprimento da pena deve começar apenas depois do esgotamento de todos os recursos.

A medida favoreceu o ex-presidente Lula (PT) e vários políticos presos na Operação Lava Jato que conseguiram deixar a prisão um dia após do julgamento.











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