24.04.2020 | 14h55


PODERES / SAÍDA DE MORO

Senadores de MT lamentam demissão e afirmam que denúncias contra o presidente são graves

Bancada federal do Estado elogiaram o trabalho do então ministro da Justiça e criticam postura de Bolsonaro.


DA REDAÇÃO

Os senadores de Mato Grosso lamentaram o pedido de demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Jayme Campos (DEM), Carlos Fávaro (PSD) e Wellington Fagundes (PL) exaltaram as qualidades de Moro enquanto ministro e consideram as denúncias que o levaram a deixar o cargo como graves.

Sérgio Moro anunciou seu rompimento com o governo do presidente Jair Bolsonaro no final da manhã desta sexta-feira (24).

Ele afirmou, dentre outros pontos, que a decisão do presidente de demitir o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo, foi política, sem seu consentimento enquanto ministro. Valeixo era uma indicação de Moro no cargo.

Sérgio Moro também afirmou que Bolsonaro queria ter acesso a relatórios da Polícia Federal.

“O presidente me disse mais de uma vez, expressamente, que ele queria ter uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse ligar, que pudesse colher relatórios de inteligência, seja diretor, seja superintendente. E realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação", disse o então ministro. 

Adriano Machado/Reuters

Sérgio Moro anunciou a saída do governo de Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (24).

Jayme Campos

Ao , o senador Jayme Campos acredita que Sérgio Moro Fez um bom trabalho à frente do ministério e que o presidente Bolsonaro esteja exagerando nas mudanças.

“Acho que é uma perda muito grande do Governo. A visão que eu tinha do Moro é de que ele era o cartão de visita de Bolsonaro, por conta do trabalho exemplar que ele fez na Lava-Jato, contra a corrupção. Portanto, acho que nesse momento de incerteza, por conta do coronavírus, o presidente está exagerando um pouco nas mudanças”, afirma.

Jayme ainda comparou o governo com “um barco à deriva”, pois o presidente briga com os outros Poderes (STF, Congresso, Senado) e até mesmo com sua equipe, que, na sua análise, passou a ter insegurança na execução dos trabalhos. Jayme também citou que a PF não é uma polícia do presidente e precisa ser independente.

“A Polícia Federal não é uma polícia de governo. É grave a denúncia e tem que apurar. A PF tem que ter independência, mas do jeito que o Bolsonaro quer fazer, as pessoas não vão aceitar e nem a PF. Acho que Bolsonaro está exagerando na dose”, disse Jayme Campos.

Carlos Fávaro 

Recém-empossado no cargo de senador, Carlos Fávaro classificou como grave as denúncias de Sérgio Moro contra o presidente e afirmou que a Polícia Federal precisa de independência nos trabalhos.

“Como brasileiro fico profundamente triste com o pedido de demissão do ministro Sérgio Moro. Reconheço o grande trabalho feito por ele no combate a corrupção e criminalidade. Peço a Deus que os motivos que o levaram a pedir demissão não se tornem realidade”, postou em suas redes sociais.

Wellington Fagundes 

O senador Wellington Fagundes disse estar preocupado com o pedido de demissão, justamente por ter sido o relator do Orçamento de Justiça e Defesa no Senado.

“Conseguimos construir um trabalho que tem dado grandes resultados para Mato Grosso. Entre eles, estão as ações no combate ao crime organizado na região de fronteira, com o uso da Força Nacional de Segurança e melhor aparelhamento da Policia Federal, Rodoviária Federal. Trata-se, portanto, de uma grande perda para nosso Estado”, escreveu, também nas redes sociais.

O senador ainda destacou esperar que o Governo Federal mantenha a política de combate aos crimes transnacionais – que é de vital interesse do Estado de Mato Grosso, que faz fronteira com outros países da América do Sul. A pauta para Wellington é “fundamental para o combate ao tráfico de drogas e armas no Brasil”.











(1) COMENTÁRIOS

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Gilvano Rossato  27.04.20 20h57
Fala para esses políticos do MT, que o safado pediu para sair ,nao foi demitido.. foi covarde e frouxo.

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