13.09.2019 | 07h15


CONTRA PARECER POR CASSAÇÃO

Senador do Ceará sai em defesa de Selma e cita 'ditadura do judiciário'

Segundo Eduardo Girão, Selma é alvo de perseguição após ter assinado a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Toga.


DA REDAÇÃO

Após o senador Jorge Kajuru, O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) saiu em defesa da senadora Selma Arruda após parecer da procuradora-geral da República (PGR) Raquel Dodge favorável ao processo de cassação contra a pesselista.

Segundo o senador, Selma estaria sendo alvo de perseguição após ter assinado a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Toga. Ele comentou que a manifestação ocorreu sete horas após a PGR receber a notificação, o que, para ele, seria uma ‘ditadura do judiciário’.

“A senadora Juíza Selma que, eu tenho a possibilidade de conviver sete meses, é uma pessoa corretíssima, íntegra e de uma forma impressionante, fora da curva, no meu modo entender, uma perseguição que está acontecendo com a juíza Selma. A PGR em sete horas depois de receber a notificação já encaminhou um processo contra ela e a coincidência é que ela assinou três vezes a CPI da Lava Toga. O que me deixa assustado com essa ditadura que a gente vive no Brasil, que é a ditadura do Judiciário”, disse durante sessão da Comissão de Direitos Humanos, no Senado Federal.

Após o parecer da PGR, a senadora tem recebido apoio dos colegas de parlamento. O senador Jorge Kajuru (Patriota-GO) compartilhou uma imagem no Twitter que diz: “Enquanto o inquérito contra Renan Calheiros levou quatro anos para ser arquivado, Dodge levou menos de um ano para pedir a cassação da senadora Selma Arruda, que assinou a CPI da Lava Toga". 

Em abril, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, por unanimidade, cassou o mandato de Selma e de seus suplentes por caixa 2 e abuso de poder econômico nas eleições de 2018. Atualmente, o processo está no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Veja o vídeo:
 

 











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