16.09.2019 | 09h50


DEU NO ESTADÃO

Selma fala sobre falta de solidariedade no PSL e destaca: Não sou Bolsonaro até debaixo d’água

A senadora afirma ainda que a ideológica do partido é mero repeteco de algumas frases prontas e criticou o relacionamento do presidente com a base no Congresso.


DA REDAÇÃO

Nos seus últimos dias como senadora do PSL, a juíza aposentada Selma Arruda concedeu entrevista ao Jornal o Estado de São Paulo e expôs os motivos que levaram a deixar o partido e se filiar ao Podemos, na próxima quarta-feira (18). Na conversa, Sema destaca que “não é Bolsonaro até debaixo d’água.

Segundo Selma, a falta de solidariedade do partido em relação ao processo de cassação de mandato e pressões de membros para retirar assinatura do pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Lava Toga foram os fatos que a deixaram incomodada.

“O PSL é um partido que me incomoda, não apenas pela falta de solidariedade em relação a todo esse processo que eu estou enfrentando (de cassação de mandato), mas também em relação a essas pressões de membros do partido para tirar a assinatura do pedido de CPI da Lava Toga, Não tenho mais jeito de permanecer nesse ambiente”, diz trecho da entrevista concedida ao Estado de São Paulo.

Ela ainda fez críticas à sigla dizendo que o PSL não tem uma consistência ideológica própria e que as convicções são meros repetecos de algumas frases prontas. Selma destacou, ainda, que a legenda não tem liderança e não há envolvimento com o presidente da República, Jair Bolsonaro.

“Uma vez eu e Soraya (Thronicke, a outra senadora do PSL) fomos ao presidente. ‘Presidente, o senhor, por favor, conte conosco para apoiar o Governo. Somos senadores do PSL e queremos que o senhor nos diga qual é a sua orientação’. Ele respondeu: ‘Cada uma de vocês vote de acordo com a sua orientação, a sua consciência’. Sabe um trem perdido? É desse jeito”, falou ao jornal. 

A senadora ainda explicou o porquê escolheu o Podemos como sua nova ‘casa’ partidária. Ela diz que a sigla a deixa livre para seguir convicções, por exemplo, ela comentou que nunca foi contra ao casamento homossexual e destacou “não sou Bolsonaro até debaixo d’água”.

Veja a matéria completa do Jornal o Estado de São Paulo.











(4) COMENTÁRIOS

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José   16.09.19 18h07
Julier volume 02, em breve nas bancas de jornais ... frustrada pelos próprios erros ... entra com pedido na OAB pra validar sua carteira e vá trabalhar .....

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Teodoro da Silva Junior  16.09.19 12h22
Não entro no mérito da possível cassação da senadora, acho que não deveria acontecer para quem foi eleita, obtendo o 1º lugar nas urnas, batendo tubarões antigos como o Jayme Campos. Entretanto, a senadora não deve cuspir no prato que comeu, como dizemos nós os cuiabanos; ela foi eleita sim exclusivamente por causa do Bolsonaro, dizendo que seria um soldado do capitão, Acho que teria obrigação de ser Bolsonaro até debaixo d'água.sim.

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Justiceiro  16.09.19 15h11
Ela só disse isso pq tá magoadinha por ele não intervir na cassação dela.

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Bico Grande  16.09.19 12h20
Votei na Juiza Selma. Estou começando a sentir nojo dela também. A criatura faz cagada de propaganda antecipada, é cassada, joga a culpa em todo mundo, menos nela. Agora a culpa é de outros. Ela é a vítima heroina. Foi eleita como uma pulga pendurada no saco do Bolsonaro, agora vem dizer que é contra?? Vá pro inferno. Vai curtir sua aposentadoria sem falar merda senadora (por enquanto). Assuma seus erros.

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Justiceiro  16.09.19 12h01
Sabe porque não é Bolsonaro até debaixo d'água futura ex senadora? Pq ele não pactua com seus princípios, que é chegar no poder acqualquer preço, corrompendo. Se a senhora não cometesse crime de caixa 2 e não tivesse sendo caçada, (e será) duvido que falaria isso.

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