26.02.2020 | 19h35


PODERES / MANDATO CASSADO

Selma detona Justiça e revela vínculo de ministro do TSE com seu desafeto Gilmar Mendes

Senadora defendeu que a eleição suplementar fosse realizada junto com a municipal, em outubro, por questão de economia


DA REDAÇÃO

A senadora Selma Arruda (Podemos) reiterou críticas à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que manteve a cassação do seu mandato por caixa dois e abuso de poder econômico. Para a senadora, o colegiado do Tribunal agiu como “principiante” ao determinar uma nova eleição sem antes dar a oportunidade de se defender.

“Houve uma falha muito grande do TSE nesse sentido. Porque essa fase, agora, que eu estou enfrentando no Senado Federal é prevista na Constituição Federal e o TSE estava com tanta pressa, mas com tanta pressa, em me condenar, em me tirar de lá, que esqueceu como se fossem principiantes o que a Constituição diz e já trataram de mandar marcar imediatamente uma nova eleição”, disse a senadora durante entrevista ao programa Três em Um da Rádio Jovem Pan.

Em dezembro, o TSE rejeitou um recurso da senadora e manteve a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) que cassou o mandato de Selma. Além disso, determinou que fosse realizada uma nova eleição que já foi agendada para o próximo dia 26 de abril.

Selma defendeu que a eleição suplementar fosse realizada junto com a municipal, em outubro, por questão de economia do dinheiro público. Para justificar seu posicionamento, ela disse que existe uma previsão de que o Estado pode ficar sem um senador durante o período de 15 meses.

“Então não há motivo, o Estado não fica mutilado por ter um senador a menos. Senador não é um governador, senador é apenas um senador. Isso poderia ter sido deixado para outubro, mas parece que existe uma pré-disposição proposital em que as coisas tenham uma aceleração acima do normal no meu caso”, disse.

Durante a entrevista, a senadora reforçou que não cometeu caixa dois durante a campanha. Ela cita que o relator do recurso no TSE, ministro Og Fernandes, usou uma foto dizendo que era material de campanha, mas que, segundo ela, era um material que seria usado em uma pesquisa qualitativa. 

Ela ainda comentou de uma ligação entre Og Fernandes com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não houve caixa 2 porque o que eu gastei na pré-campanha não foi relativo à campanha, o que a lei diz é o seguinte que você não pode antecipar atos de campanha. O relator que, aliás, o ministro Og Fernandes, ele é padrinho das enteadas do Gilmar Mendes, e o relator estranhamente ele usa, durante o relatório, uma foto minha dizendo que aquela foto eu fiz em maio, para usá-la durante a campanha e que aquilo foi meu santinho. Essa foto que ele usa, foi uma foto usada numa pesquisa qualitativa que não é proibida pela Justiça Eleitoral, não foi meu santinho, meu slogan não foi aquele”, justificou.

Veja a entrevista:











(1) COMENTÁRIOS

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Ivonilson  26.02.20 22h33
Ja foi cassada essa mala sem alça . se ela que era da justiça agorA critica a justiça isso diz tudo que ela e. Kkktreme da da MAlA sem alça

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