01.10.2019 | 06h25


FIM DA LAVA JATO

Selma Arruda: 'O Brasil está à beira da maior crise institucional'

Para senadora, caso o STF anule condenações da Lava Jato, o Brasil ficará conhecido como “pais da impunidade”.


DA REDAÇÃO

A senadora Selma Arruda (Podemos) usou a tribuna do Senado, na segunda-feira (30), para criticar medidas que podem acarretar na anulação de condenações da operação Lava Jato. Segundo a senadora, o Brasil “está à beira da maior crise institucional”.

“Estamos à beira do reconhecimento de nulidades em processos que podem acarretar o fim da Operação Lava Jato. E mais, senhores estamos à beira do julgamento de processo em que o Juiz Sergio Moro é tido como suspeito para presidir as operações de todos os processos decorrentes da Operação Lava Jato”, disse.

“Estamos à beira do reconhecimento de nulidades em processos que podem acarretar o fim da Operação Lava Jato. E mais, senhores estamos à beira do julgamento de processo em que o Juiz Sergio Moro é tido como suspeito para presidir as operações de todos os processos decorrentes da Operação Lava Jato”, disse.

A declaração é baseada no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que será retomado nesta semana, que pode levar a anulação de condenações oriundas das investigações. Para senadora, a decisão acarreta prejuízos morais e que o Brasil ficará conhecido como “pais da impunidade”.

“Não apenas em relação a todos aqueles valores que já foram arrecadados, a todas as delações, a todos os valores que estão inclusive muitos no exterior, muita coisa que ainda está para ser levantada e julgada, mas o prejuízo moral que o Brasil vai sofrer caso isso aconteça, pois, ficará como um país da impunidade, um país circo, um país onde essa retórica barata acaba ganhando de toda a lógica dos fatos, das provas, de tudo; deixa-se tudo para trás para pensar num detalhezinho assim ou assado, como se por acaso o ministro Sergio Moro tivesse feito tudo aquilo visando hoje ser Ministro”, destacou.

Aberração

A senadora aproveitou o momento de fala para criticar também a Lei de Abuso de Autoridade, na qual, chamou de aberração. Segundo Selma, a medida está levando juízes e promotores a tomarem decisões para não sofrerem acusações de crime.

“Fiquei imaginando, a primeira vez que li essa aberração, quando ela foi votada aqui no Senado, eu era magistrada ainda, naquela noite em que o avião da Chapecoense caiu, que havia até um tipo penal que dizia que era crime não advertir o réu ou o indiciado do direito de permanecer calado”, disse.

 

“Qual é o gurizinho que está assaltando ali na rodoviária que não sabe que ele tem o direito a permanecer calado? Mas se o juiz ou o delegado ou o policial militar não o advertir, estaria cometendo um crime. Pensei: Meu Deus! Vou usar tornozeleira antes desse povo.”, indagou.

Veja o vídeo aqui.











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