16.06.2017 | 07h00


PODERES / EM BUSCA DE DINHEIRO

Secretário diz que Estado depende de socorro da União para evitar colapso

A esperança para alavancar a economia, segundo o secretário Gustavo Oliveira, está nos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Centro Oeste (FCDO) que podem ser liberados, no entanto, ainda não é possível saber quanto Mato Grosso pode receber.


DA REDAÇÃO

O secretário de Fazenda (Sefaz), Gustavo Oliveira, disse que o Estado precisa da União para superar, de forma rápida, a crise financeira que tem enfrentado desde o fim de 2015. A declaração ocorre após Mato Grosso ter um pedido de ajuda financeiro negado pelo presidente Michel Temer (PMDB), na semana passada.

“O Governo Federal sinaliza que não tem capacidade para ajudar os Estados atualmente, mas não vamos desistir porque temos perda ano a ano, falta de compensações, quedas de transferências e é justo que a União contribuía com apoio financeiro”, explica o secretário.

A esperança para alavancar a economia, segundo Gustavo Oliveira, está nos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Centro Oeste (FCDO) que podem ser liberados, no entanto, ainda não é possível saber quanto Mato Grosso pode receber.

“O que estamos defendendo é que não precisa chegar no ponto de termos um colapso financeiro, como estiveram alguns Estados, para receber a ajuda da União. É saudável que os Estados recebam ajuda para não colapsarem e atravessar consolidado já”, frisou.

“Concretamente tempos uma resposta para liberar recursos do FDCO emergencialmente, mas estamos vendo como isso poderia ser feito”, destaca.

O secretário também afirma que o Governo Federal não pode deixar para ajudar os Estados somente quando entram em grave crise financeiro.

“O que estamos defendendo é que não precisa chegar no ponto de termos um colapso financeiro, como estiveram alguns Estados, para receber a ajuda da União. É saudável que os Estados recebam ajuda para não colapsarem e atravessar consolidado já”, frisou.

O chefe da Secretaria de Fazenda descarta a possibilidade de que haja uma recuperação fiscal das federações antes do ano que vem. 

“Os especialistas afirmam que a crise não acaba antes de 2018. É possível que tenhamos algumas reações do PIB, mas hoje ninguém trabalha com um cenário de reação da economia antes do final do próximo ano. Os mandatos dos governadores encerram neste período e é preciso entregar a gestão a outro mandado com a ajuda da União”, concluiu.

A dívida bruta do Estado com a União é de R$ 6,6 bilhões, segundo dados de abril deste ano, e cerca de R$ 2,7 bilhões podem ser renegociados. Valor que corresponde a 41% do total.

Já a dívida total dos Estados alcança o valor de R$ 470 bilhões. Esta semana, os governadores tiveram uma reunião com Temer buscando a renegociação das dívidas.











(2) COMENTÁRIOS

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Bruno  16.06.17 11h12
Isenções fiscais que beiram a quatro bilhões para o agronegócio, passa a impressão que se trata de uma crise provocada. Mas como o Temer precisa do apoio dos governadores para evitar o impeachment aceitará tudo. Oportunismo puro! Vai deixar o Estado super endividado para o governador que assume em 2019.

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Adário  16.06.17 10h35
Desde que assumiu o governador Pedro Taques tem dado o calote na Revisão Geral Anual ou quitado parcialmente, os dados do SEFAZ demonstram excesso de arrecadação, o governador tornou sigilosos os dados de exportação para eximir sonegadores do agronegócio da malha fina do TCE, e mesmo assim os repasses da saúde não foram feitos este ano, nenhum. A verdade é que o governador quer OITOCENTOS MILHÕES para retomar o VLT com o mesmo consórcio acusado de desvios da ordem de TREZENTOS MILHÕES, inclusive retirou o Wilson Santos (homem do rodoanel - também homem de confiança de Pedro Taques) da secretaria para retornar à assembleia para modificar o relatório do VLT e conseguir isso. Não importa de onde ele vai tirar dinheiro pra colocar nessa empresa corrupta, ao invés de abrir nova licitação. Mas faça vc mesmo o seu julgamento.

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