10.07.2017 | 07h00


PODERES / GRAMPOS NA PM

Secretário de Justiça diz que é alvo de ‘chantagem’ e ‘vingança’

A declaração consta no depoimento prestado ao presidente do Inquérito Policial Militar, coronel Jorge Catarino, na última quarta-feira (5).


DA REDAÇÃO

O secretário de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira Júnior afirmou que foi denunciado, no caso das interceptações telefônicas clandestinas, operadas pela Polícia Militar,  por ser vítima de vingança e chantagem. A declaração consta no depoimento prestado ao presidente do Inquérito Policial Militar, coronel Jorge Catarino, na última quarta-feira (5).

Siqueira considerou “chantagem” a pressão que o promotor de Justiça, Mauro Zaque, fez para que ele deixasse o cargo de chefe da Casa Militar, em 2015.

Conforme o depoimento, o promotor teria dito a ele que o governador Pedro Taques (PSDB) estava aborrecido por saber das escutas clandestinas e era melhor que ele e Zaqueu entregassem os cargos e “estaria tudo esquecido”.

Vocês fizeram merda no Governo. Vocês interceptaram deputados, jornalistas e advogados e o governador está muito aborrecido e irá exonerar você, o coronel Zaqueu, Paulo Taques (Casa Civil) e o coronel Lesco ( então adjunto de segurança do governador”, teria afirmado Mauro Zaque.

A declaração do coronel Siqueira é sobre um encontro que teve com Mauro Zaque, quando este era secretário de Segurança Pública do Estado e o chamou até o prédio onde morava. Sobre a conversa, ele relatou que a todo momento tinha a impressão de que havia uma escuta instalada no local.

Para Siqueira, as denúncias, que foram feitas por Zaque, também estão sendo instrumentos de interesses políticos escusos, sem citar detalhes. Ele revelou que pode existir o sentimento de vingança, a partir do momento em que os fatos tiveram repercussão nacional, a partir da divulgação no programa Fantástico da Rede Globo.

Provocando mácula na imagem da PM, vazamento de informações sigilosas, até então de interesse da Justiça e de forma inconsequente causam riscos aos policiais militares e suas respectivas famílias”, disse o secretário, no depoimento.

O caso

O caso das escutas telefônicas clandestinas que teriam tido políticos, advogados, jornalistas e agentes públicos, a partir de uma investigação de suposta rede de tráfico internacional, foi denunciado à Procuradoria Geral da República pelo promotor Mauro Zaque e se tornou o maior escândalo do governo Pedro Taques.

O coronel Zaqueu Barbosa está preso desde o dia 23 de maio, por ser apontado como o mandante do sistema ilegal.

Também foi preso o coronel Evandro Lesco, secretário da Casa Militar, no dia 23 de junho, acusado de participação na ação.











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