09.07.2017 | 14h00


PODERES / CITADO EM DELAÇÃO

'Se fez é de responsabilidade dele', diz Blairo sobre crimes de Nadaf

O ministro da Agricultura afirma que nem sabe do que está sendo acusado pelo ex-secretário de Estado, e comenta que a situação é desagradável.


DA REDAÇÃO

Citado na delação do ex-secretário de Estado, Pedro Nadaf, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ex-governador e senador licenciado Blairo Maggi (PP), comparou a denúncia com a afirmação inicial da Aeronáutica de que um avião bimotor, carregado com 500 quilos de cocaína, que foi interceptado pela Força Aérea Brasileira, teria decolado de uma das fazendas de seu grupo empresarial, em Campo Novo do Parecis (localizado a 384 km de Cuiabá), o que depois foi retratado como engano.

“Somos obrigados a responder por coisas que não sabemos e não conhecemos igual a questão do avião na semana passada. Tem o dia de repórter e eu passei um dia de traficante e isso é uma coisa muita desagradável”, respondeu.

“Somos obrigados a responder por coisas que não sabemos e não conhecemos igual a questão do avião na semana passada. Tem o dia de repórter e eu passei um dia de traficante e isso é uma coisa muita desagradável”, respondeu.

Em seguida afirmou nunca ter solicitado aos seus subordinados, durante dois mandatos como governador, a prática de crimes.

“Eu nunca pedi a ninguém que fizesse nada errado. Agora, se alguém tomou uma decisão e fez é responsabilidade dele. Eu nem sei de que estou sendo acusado”, completou Maggi.

“Eu nunca pedi a ninguém que fizesse nada errado. Agora, se alguém tomou uma decisão e fez é responsabilidade dele. Eu nem sei de que estou sendo acusado”, completou Maggi.

Em seu depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), no dia 20 de fevereiro, que segue em segredo de Justiça, Nadaf teria confessado crimes que cometeu quando integrava a “cúpula da administração do Estado entre janeiro de 2007 e dezembro de 2014”, nas gestões Blairo Maggi e Silval Barbosa (PMDB). Na primeira, ocupou o cargo de secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia. Já na gestão Silval, comandou a Secretaria de Fazenda e a Casa Civil.

“Eu não sei a citação que tem lá. O Pedro foi meu secretário e do ex-governador Silval Barbosa [PMDB] e como está em sigilo não posso comentar, então vamos aguardar”, concluiu o ministro.

Nadaf é réu nas três fases da Operação Sodoma e em duas fases da Operação Seven, mas informações extraoficiais apontam que os depoimentos são referentes à Operação Ararath, que apura a realização de pagamentos por parte do Governo do Estado, em desacordo com as determinações legais, para empreiteiras, além do desvio desses recursos em favor de agentes públicos e empresários através a utilização de instituição financeira clandestina.

Entre os políticos citados nas fases anteriores da operação e nos vários inquéritos da Operação Ararath estão: o ex-deputado José Riva, o deputado estadual Mauro Savi (PR), o conselheiro afastado do TCE, Sérgio Ricardo (PR), o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes e os ex-conselheiros Alencar Soares e Humberto Bosaipo.











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