15.05.2019 | 09h50


CASO DOS GRAMPOS

Relatório da PF conclui que faltam provas robustas contra Taques

A investigação da Polícia Federal não encontrou provas do envolvimento do ex-governador, mas pondera que afirma que não poderia descartar por completo a suposta participação de Pedro Taques no esquema.


DA REDAÇÃO

Relatório da Polícia Federal concluiu que não há provas robustas que possam apontar o envolvimento do ex-governador Pedro Taques (PSDB) no esquema de interceptações telefônicas ilegais, operado pela alta cúpula da Polícia Militar de Mato Grosso, no caso conhecido como "Grampolândia Pantaneira”.

O documento foi produzido em julho de ano passado e veio à tona só agora. A investigação da PF foi feita pelo delegado André Borges, quando o caso era analisado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por causa do foro privilegiado de Taques, que à época era governador.

Apesar de não confirmar a participação de Taques no esquema, a PF também informou no relatório que ainda não era possível descartar por completo o possível envolvimento dele “nas interceptações de comunicações telefônicas de terceiros”.

"A exploração preliminar do material contido nos diversos inquérito policiais encaminhado à Polícia Federal, dentre eles oitiva realizadas e as demais diligência feitas no curso da investigação não apresenta até o presente momento uma prova indiciária robusta, que possa confirmar a hipótese criminal que tenha por fundamento eventual participação do governador do Estado de Mato Grosso, Sr Pedro Taques, nas infrações penais apuradas, apesar disso a Polícia Federal, não pode excluir, sem dúvidas, que Pedro Taques não patrocinou e/ou tinha aquiescência do esquema de interceptações de comunicações telefônicas de terceiros em desacordo com disposição legal ou regulamentar" destaca trecho do relatório ao qual o teve acesso.

O possível conhecimento de Taques sobre o esquema foi apontado pelo promotor Mauro Zaque, que denunciou o caso ao então governador, quando era secretário de Segurança do Estado.

Na época, em 2017, o governador alegou que a denúncia dos grampos não havia chegado no setor de protocolos do Governo e disse que Zaque estava mentindo sobre a situação. O promotor por sua vez garantiu que tinha feito à denúncia e apresentou cópia do protocolo.

Mais tarde, uma investigação do próprio Governo mostrou que o protocolo havia sido fraudado dentro da estrutura do próprio Estado. Com isso, a denúncia contra Zaque foi arquivada e Taques passou a responder judicialmente por denunciação caluniosa contra o promotor.

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