21.02.2020 | 15h20


PODERES / GESTÃO DESASTROSA

Reitora da UFMT alega problemas pessoais e renuncia; Vice assume

Com a desistência de Myrian, o vice-reitor Evandro Aparecido Soares da Silva deve assumir o comando da universidade; só de conta de luz a dívida é de quase R$ 2 milhões



A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Myrian Serra protocolou ofício, nesta sexta-feira (21), em que renuncia ao cargo.

No documento com data de hoje, Myrian Serra alega motivos pessoais.  

“Por razões de cunho pessoal, comunico a minha renúncia ao Cargo de Reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a partir de 02 de março de 2020. 2. Agradeço à ANDIFES pelo apoio recebido. Fiz muitos amigos que são essenciais para a vida e para o exercício de nossa função. 3. A par de agora estarei em outras frentes, sempre em defesa da Educação Superior Autônoma, Pública, Gratuita, Democrática, Laica e Inclusiva”, diz o ofício - veja íntegra aqui.

Myrian Serra foi nomeada reitora da UFMT em outubro de 2016. Um dos episódios mais críticos de sua gestão foi o corte de energia em cinco campi da universidade no Estado após o não pagamento de uma dívida de R$ 5 milhões à concessionária de energia, a Energisa.  

O fornecimento foi retomado depois que o ministro da Educação Abraham Weintraub anunciou o repasse imediato de R$ 4,5 milhões para sanar o problema.

Além disso, a Controladoria Geral da União (CGU) constatou, durante a gestão dela, pagamentos indevidos ao Restaurante Universitário (RU), administrado pela empresa Novo Sabor, do empresário e delator Alan Malouf. Foram identificados, duplicidade de nota fiscal, referente ao mesmo período de fornecimento e inconstância na lista de fornecimento de alimentação aos estudantes.  Totalizando um prejuízo de R$ 1.834.858,57.

Com a renúncia de Myrian, o vice-reitor Evandro Aparecido Soares da Silva deve assumir a reitora da universidade.











(1) COMENTÁRIOS

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benedito costa  23.02.20 09h28
Embora que ela já teve AVC, mais que se recuperou muito bem, mais o problema não é pessoal e nem de saúde. O problema é político, afinal de contas ela é petista e essa cambada não tem vez no governo Bolsonaro.

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