06.11.2019 | 16h21


ESCUTAS ILEGAIS

Promotor sugere que esquema de grampos elegeu Taques em 2014

A declaração de Allan Sidney Ó Souza, responsável pelo processo da grampolândia na Justiça Militar, ocorreu durante julgamento na tarde desta quarta-feira.


RAUL BRADOCK

O promotor de Justiça, Allan Sidney Ó Souza disse durante sustentação oral no julgamento dos cinco policiais militares, na tarde desta quarta-feira (06), que o governador Pedro Taques (PSDB) perdeu as eleições do ano passado porque não tinha mais apoio do escritório de arapongagem, que ficou conhecido como Grampolândia Pantaneira. 

O promotor declara que em 2014 Taques foi eleito no primeiro turno e em 2018 ficou em terceiro lugar na disputa. 

“Não descarto a possibilidade do ex-governador Pedro Taques ter sido governador por esse espúrio escritório clandestino”. 

“Não descarto a possibilidade do ex-governador Pedro Taques ter sido governador por esse espúrio escritório clandestino”.

O nome de Taques foi envolvido no esquema depois que os coronéis Zaqueu Barbosa, ex-comandante-geral da PM, Evandro Lesco, ex-secretário da Casa Militar, reafirmaram, durante acareação, os depoimentos anteriores em que apontam envolvimento direto do ex-governador no esquema de escutas clandestinas. 

À Polícia Civil, na última segunda-feira (04), Zaqueu e Lesco, denunciaram que partiu do ex-governador a ordem para destruir provas que confirmavam o funcionamento do escritório clandestino em Cuiabá. Tal escritório, segundo depoimento, era gerenciado por agentes da Secretaria de Segurança Pública. 

A defesa de Pedro Taques, o advogado Emanuel Figueiredo pediu acesso aos depoimentos para que pudesse se manifestar sobre o fato. Figueiredo, inclusive, acompanha o julgamento dos policiais.

São julgados na Justiça militar, além dos coronéis Zaqueu e Lesco, o coronel Ronelson Jorge de Barros, tenente-coronel Januário Antonio Edwiges Batista e o cabo Gerson Correa Júnior.

Escutas ilegais 

As investigações que levaram à prisão de oficiais de alta patente da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso apontaram um grandioso esquema de escutas ilegais que teria interceptado mais de 800 conversas de políticos, advogados jornalistas e desafetos. 

Conforme apurado, os telefones foram grampeados com autorização da Justiça por meio de uma técnica denominada “barriga de aluguel”, que é quando não investigados são inclusos em uma lista de pedidos de interceptação autorizada por magistrados. 











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