20.07.2019 | 07h30


CREDIBILIDADE EM XEQUE

Promotor diz que MP sofre ataque nacional e compara grampos com a Lava Jato

Para Vinícius Gahyva, as denúncias dos réus da Grampolândia contra promotores visa anulação de processos judiciais para atender interesses particulares.


DA REDAÇÃO

O promotor de Justiça Vinícius Gahyva, do Ministério Público Estadual o (MPE), comparou as acusações contra seus colegas no caso da “Grampolândia Pantaneira” aos vazamentos das conversas em chats privados do Telegram, entre os promotores de Curitiba e o ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro, durante as investigações da Lava Jato.

Para ele, existe um movimento nacional de ataque à credibilidade do Ministério Público, com objetivo de atender interesses particulares.

"Estão tentando em âmbito nacional, é bom que se diga, desconstituir a atuação do Ministério Público, numa reação justamente contra aqueles que colocaram na raia da Justiça, crimes praticados por pessoas que jamais, até então, foram atingidas pela atuação da Justiça brasileira", enfatizou o promotor.

"Na Operação Lava Jato vamos ter uma tentativa de descredenciamento do Ministério Público constante. Da atuação daqueles que tem por obrigação constitucional de investigar, atuar e apurar responsabilidade tanto do Ministério Público quanto do Poder Judiciário das pessoas que incendem em condutas que efetivamente venham a denegrir a própria imagem da sociedade brasileira", destacou o promotor em conversa com imprensa na quarta-feira (17).

Gahyva participou dos reinterrogatório dos réus da grampolândia, coronéis Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco, além do cabo Gerson Corrêa, no Fórum de Cuiabá, que ocorreram na terça e quarta-feira (16 e 17).

Na audiência, os militares citaram a suposta participação de promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) nas escutas clandestinas. Um dos casos citados pelo cabo Gerson seria a interceptação dos dados telefônicos da deputada Janaina Riva (MDB) para investigar supostos crimes que o pai dela, o ex-deputado José Riva, teria cometido enquanto presidente da Assembleia Legislativa.

Gahyva concorda que as denúncias contra os promotores precisam ser apuradas, mas em novos procedimentos investigatórios que devem ser abertos pelo MPE. Acrescentou que no julgamento em questão, os militares deveriam se ater aos autos do processo e indicar outros PMs que teriam participado da grampolândia.

Quanto ao suposto envolvimento dos promotores no esquema, Gahyva solicitou, ao final da audiência na quarta (17), que as denúncias dos réus sejam encaminhadas à Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), responsável por investigar a conduta dos membros do Ministério Público Estadual.

"Estão tentando em âmbito nacional, é bom que se diga, desconstituir a atuação do Ministério Público, numa reação justamente contra aqueles que colocaram na raia da Justiça, crimes praticados por pessoas que jamais, até então, foram atingidas pela atuação da Justiça brasileira", enfatizou o promotor.

 











(1) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Carlos Nunes  20.07.19 08h06
BIDU. O bando de Corruptores, Corruptos e Laranjas só quer DETONAR a Lava-Jato, DESMORALIZAR a Justiça, o Ministério Público, a PF, etc. Enquanto isso, o Impostômetro tá marcando agora que, o povo brasileiro já pagou de Impostos 1 TRILHÃO e 367 BILHÕES DE REAIS...e a Imprensa informou que 29% desse TRILHÃO já escoou pelos ralos da Corrupção. Desmoralizando a Justiça, o Ministério Público e outros Órgãos...a corruptália vai passar a mão em mais 29%, pois o caminho estará livre pra eles.

Responder

1
1
Ivo  20.07.19 21h12
A corrupcao maior esta no judiciario o pior cego e aquele q ve e ainda acredita nessa q se diz justiça brasileira

Responder

1
0

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO