14.02.2017 | 20h33


DESVIO DE DINHEIRO PÚBLICO

Presos em SC, empresários investigados são conduzidos para interrogatório na Defaz

Valdísio Viriato foi preso em Balneário Camboriú e Wanderly Torres teve a condução coercitiva cumprida em Itajaí, ambos os municípios no Estado de Santa Catarina.


DA REDAÇÃO

Os empresários Valdísio Juliano Viriato e Wanderly Fachetti Torres, envolvidos na 5ª fase da Operação Sodoma nesta terça-feira (14), em Santa Catarina, serão conduzidos para prestar depoimento na Delegacia Fazendária de Mato Grosso.

Valdísio foi preso em Balneário Camboriú e Wanderly teve a condução coercitiva cumprida em Itajaí, ambos os municípios no Estado de Santa Catarina. As contas bancárias dos dois foram bloqueadas.

Eles são alvos da invesigação que apura fraudes na Secretaria de Administração e tiveram mandados de busca e apreensão cumpridos em suas residências e escritórios.

Valdísio foi preso em Balneário Camboriú e Wanderly teve a condução coercitiva cumprida em Itajaí, ambos os municípios no Estado de Santa Catarina. As contas bancárias dos dois foram bloqueadas.

Valdísio Viriato foi secretário-adjunto da antiga Secretaria de Estado de Pavimentação e Transportes Urbanos (Septu), durante toda a gestão do ex-governador Silval Barbosa, de quem tinha estrita confiança. Era ele quem cuidava da parte operacional da secretaria e tinha a função de executar as ações criminosas, garantindo que obtivessem aparência de regularidade.

Para a juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal, destacou em sua decisão que “foi ele quem autorizou e forneceu suporte para o esquema de desvio de dinheiro público por meio da inserção de consumo fictício de combustível nas melosas (caminhões-tanques) que compunham a patrulha da Secretaria no período de fevereiro de 2013 a outubro de 2014”.

“A conduta criminosa deste componente, resultou no desvio de verba pública no valor aproximado de R$ 5,1 milhões, quantia esta que serviu para o enriquecimento ilícito, tanto dos membros da organização, quanto dos empresários Juliano Volpato e Edézio Corrêa e das empresas Marmeleiro e Saga”, apontou a magistrada em sua decisão.

Ainda de acordo com a magistrada, durante o período em que atuou na Septu, Valdísio figurou como sócio das empresas KV Energia LTDA, BVPX Automotiva LTDA e EMAVI Investimentos e Participações.

“Há suspeitas que as empresas foram constituídas apenas com o fito de canalizar os desvios de dinheiro praticados durante toda a administração de Silval Barbosa”.

Após deixar a secretaria, Valdísio mudou-se para Santa Catarina onde “mantém em Balneário Camboriú um alto padrão de vida, bastante incompatível com o salário que recebia na condição de Secretário-Adjunto em Mato Grosso, o que aumenta, ainda mais, a suspeita que esteja manipulando recursos obtidos de forma ilegal neste Estado”.

Conforme a decisão da juíza, Wanderly é sócio da Trimec Construtora e foi um dos destinatários dos desvios praticados na antiga Septu. Ele e o filho, Rafael Yamada (também conduzido coercitivamente), receberam a quantia de R$ 300 mil em abastecimento da frota da empresa, através de desvios de combustíveis promovidos por Valdísio.

A Trimec foi alvo de investigação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que condenou a empresa ao ressarcimento de R$ 5,8 milhões por serviços não executados na pavimentação da MT-313, entre Mato Grosso e Rondônia.

“Percebo que a condução coercitiva dos sócios e administradores da empresa Trimec poderá, também, ser útil ao desfecho deste caso, posto é provável que possam esclarecer detalhes de como a negociação ocorreu e também consigam pontar outros indivíduos que concorreram para a prática do delito”, determinou a magistrada.

Wanderly e o filho tiveram as contas bloqueadas no valor de R$ 300 mil. Já as contas de Valdísio foram bloqueadas com as de outros acusados até alcançar o valor de R$ 8,5 milhões em conjunto.











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