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25.01.2017 | 15h30


PODERES / RÉU POR FRAUDES

Preso há quatro meses, ex-secretário de Silval paga R$ 607 mil para sair da cadeia

Arnaldo Alves obteve habeas corpus junto à 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com dois votos contra um


DA REDAÇÃO

Será liberado na tarde desta quarta-feira (25) o ex-secretário de Estado de Planejamento, Arnaldo Alves, preso no Centro de Custódia de Cuiabá desde o dia 28 de setembro de 2016, quando foi deflagrada a quarta fase da operação Sodoma.

A informação foi confirmada ao pelo advogado do réu, Saulo Gahyva, que está na unidade prisional acompanhando a soltura. Foi determinada uma fiança de R$ 607 mil para garantir a liberação. 

O ex-secretário da gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) obteve habeas corpus junto à 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), com dois votos contra um.

Votaram pela soltura os desembargadores Pedro Sakamoto e Orlando Perri. Alberto Ferreira votou contra a concessão de liberdade ao réu da ação penal que tramita na 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Medidas cautelares

Apesar de solto, Arnaldo terá que se submeter a medidas cautelares como comparecimento a todos os atos do processo para os quais for intimado; manter seu endereço atualizado nos autos do processo, comunicando o juízo acerca de qualquer mudança; proibição de se ausentar da cidade em que reside (Brasília/DF) sem prévia comunicação ao juízo de origem; proibição de manter contato ou de se comunicar com os demais réus ou testemunhas do processo, inclusive por telefone ou aplicativos de mensagens instantâneas ou semelhantes. 

Na ocasião de sua prisão, Arnaldo Alves morava em Brasília (DF), onde atuava como assessor parlamentar no Senado Federal, e foi trazido de volta a Cuiabá para ser preso sob escolta de policiais civis, juntamente com o empresário Valdir Piran, que também é réu na ação, chegou a ser preso, mas foi liberado após pagamento de R$ 12 milhões em fiança. 

Sodoma 4

A quarta fase da Operação Sodoma foi deflagrada em 26 de setembro do ano passado, quando diligências realizadas evidenciaram que o pagamento da desapropriação do bairro Jardim Liberdade, na região do bairro Osmar Cabral, no valor total de R$ 31.715 milhões à empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários Ltda se deu com o único objetivo de desviar dinheiro público do Estado, em benefício da organização criminosa supostamente liderada pelo ex-governador Silval Barbosa.

Ficou  comprovado na investigação que participaram dessa fraude além de Silval Barbosa,  as pessoas de Pedro Jamil Nadaf (ex-secretario chefe da Casa Civil), Francisco Gomes de Andrade Lima Filho (procurador de Estado aposentado), Marcel de Cursi (ex-secretário de Fazenda), Arnaldo Alves De Souza Neto (ex-secretário de Planejamento), Afonso Dalberto (ex-presidente do Intermat), além do ex-proprietário do imóvel Antônio Rodrigues Carvalho, seu advogado Levi Machado, o operador financeiro do grupo criminoso Filinto Muller.

De todo o valor pago pelo Estado pela desapropriação, o correspondente a 50%, ou seja, R$ 15.857.000,00, retornaram  via empresa SF Assessoria e Organização de Eventos, de Propriedade de Filinto Muller, em prol do grupo criminoso. O dinheiro teria repassado a ele pelo advogado da imobiliária, Levi Machado. 











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