14.03.2019 | 10h00


CRISE NA SAÚDE

Prefeito recebe pedido de intervenção administrativa na Santa Casa

Requerimento foi entregue por vereadores. A decisão cabe ao prefeito Emanuel Pinheiro, que afirma que irá avaliar o caso e pedir ajuda do Governo do Estado.



O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) recebeu na noite de quarta-feira (13), o requerimento da Câmara Municipal que solicita a intervenção, via requisição administrativa, na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. 

O requerimento foi entregue ao prefeito pelo presidente da Câmara Municipal, Misael Galvão, pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os contratos com os Hospitais Filantrópicos, vereador Chico 2000 e pelo vereador Luís Cláudio. 

“Nós entendemos que somente o Poder Executivo pode fazer essa intervenção, temos que buscar todas as forças políticas, o Governo Federal e Estadual e o Ministério Público. A Santa Casa não atende somente pacientes da Capital e sim de todo o Estado. Acredito no prefeito Emanuel, ele tem a capacidade para resolver essa situação. Muitas reuniões foram e estão sendo feitas com os técnicos da Secretaria de Saúde para devolver e resgatar a nossa Santa Casa de portas abertas para a cidade”, afirmou Misael Galvão. 

O prefeito Emanuel Pinheiro afirmou aos vereadores que está trabalhando com a equipe técnica para encaminhar os pacientes, principalmente as crianças, para unidades de referência como o Hospital de Câncer.  

“Estamos em uma força-tarefa buscando soluções, são vidas que precisam de cuidado e não vamos deixar essas pessoas desassistidas. Vamos trabalhar em conjunto com os deputados, vamos também procurar o Estado”, comentou o prefeito.

A indicação foi aprovada pelos vereadores em sessão plenária realizada na última terça-feira (12) e encaminhada para a CPI. 

Entenda o caso

A direção da Santa Casa paralisou os atendimentos no início desta semana. A Prefeitura de Cuiabá pontuou que foram repassados R$ 24,8 milhões para a instituição, mas os serviços hospitalares que deveriam ser oferecidos aos cidadãos não foram executados. 

Em relação aos R$ 3,6 milhões que o Poder Executivo se comprometeu em ajudar a unidade como forma de adiantamento em troca de serviços, não foi repassado por conta de notificação da Controladoria Geral do Estado recomendando que não fosse feito nenhum repasse em função de uma investigação da Delegacia Fazendária.

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