25.03.2020 | 09h04


PODERES / MEDIDAS RESTRITIVAS

Prefeito justifica liberação de serviços para garantir abastecimento

Emanuel Pinheiro afirmou que irá adequar algumas medidas sempre que precisar com intuito de organizar e preparar a Capital para o combate ao novo coronavírus


DA REDAÇÃO

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) explicou que o reajuste realizado no decreto que estabelece medidas emergências contra a disseminação do coronavírus, o Covid-19, foi necessário para esclarecer pontos duvidosos e garantir à população, principalmente de baixa renda, acesso a alguns serviços essenciais.

Durante uma transmissão ao vivo em suas redes sociais na terça-feira (24), o prefeito comentou que sempre que precisar irá adequar algumas medidas com intuito de organizar e preparar a Capital no combate ao novo vírus.

Ele explicou que o novo decreto tem três pontos principais. O primeiro foi liberar o transporte de carga de gêneros alimentícios para garantir o abastecimento de supermercados e mercados. "Como é que iria deixar fechado uma transportadora de atacado? Como é que ela ia abastecer o supermercado, por exemplo, que é atendimento essencial para população? Não teve jeito, eu tive que rever", explicou.

O segundo foi o retorno do funcionamento das oficinas mecânicas. O prefeito disse que os profissionais da área da Saúde e veículos do Município de áreas essenciais, como ambulâncias, coleta de lixo e limpeza urbana continuam circulando pela cidade e, caso ocorra alguma eventualidade, é necessário que as oficinas estejam abertas.

Por último, o retorno do atendimento nas casas lotéricas. Emanuel explicou que o funcionamento do estabelecimento é necessário para evitar aglomerações nas agências bancárias e também garantir serviços essenciais para população de baixa renda.

"O que também pesou muito na minha decisão foi o fato de que a Casa Lotérica atende só pessoas de baixa renda, pessoas carentes, humildes, para o pagamento de benefícios sociais, como Bolsa-Família, FGTS, PIS, seguro desemprego, serviços prestados essencialmente nas casas lotéricas. Eu não poderia deixar que o único banco dos mais humildes não funcionasse", disse.

Ainda durante a transmissão, o prefeito agradeceu a população por ter ouvido seu "clamor" e evitado utilizar o transporte coletivo. Ele ressaltou que o veículo é um dos grandes propagadores do novo vírus e para não expor a população mais humilde, decidiu suspender a circulação. No entanto, após decisões judiciais, o prefeito determinou que 1/3 voltasse às ruas.

Emanuel apresentou dados da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) que aponta queda de 91% no número de passageiros em uma semana. Na última segunda-feira (16), quando foram anunciadas as primeiras medidas restritivas, foram contabilizados 210 mil usuários e, no dia 23, apenas 19 mil usaram o ônibus.

"Pedi à população para que ouvisse a minha determinação de suspender 100% o transporte coletivo, mas medidas judiciais, ao meu ver, cruéis, que representam uma violência contr a população mais humilde, acabaram determinando a volta de 1/3 da frota, mas assim mesmo pedi à população que se pudesse, nesse período do novo coronavírus, evitesse o transporte coletivo e a população atendeu ao nosso chamado", disse.

Veja o vídeo:











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