01.02.2017 | 18h48


CARTAS MARCADAS

Por 61 votos a 10, Eunício vence José Medeiros e é eleito presidente do Senado

O último representante de Mato Grosso que disputou o cargo foi Pedro Taques, que em 2013, perdeu para Renan Calheiros por 56 a 18


DA REDAÇÃO

Com 61 votos, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) venceu a disputa com o senador de Mato Grosso José Medeiros (PSD), que teve 10 votos e foi eleito presidente do Senado na tarde desta quinta-feira (1º). Outros 10 votos foram registrados em branco.

A candidatura de Medeiros, que é vice-líder do governo, representou uma segunda via, na eleição em que o senador Eunício foi indicado, conforme a tradição, pela maior bancada do Senado que é a do PMDB.

O representante de Mato Grosso, que passou a fazer parte do Senado em 2015, quando assumiu a vaga deixada pelo governador Pedro Taques (PSDB), usou a tribuna para defender sua candidatura ressaltando a importância do exercício da democracia e para manter vivos os “sonhos criados pela política”.

“Devemos nos perguntar se a escolha do presidente do Poder Legislativo dever ser mero protocolo. Devemos nos perguntar se queremos fazer dessa sessão apenas  uma cerimônia de recepção do nosso presidente. Penso  que não. Penso que não é isso que a população brasileira espera de nós (...) A política mudou, por isso estou aqui na tribuna para representar parte dos brasileiros que deseja debate democrático”, declarou Medeiros.

Já o senador Eunício Oliveira aproveitou seu discurso para expor sua experiência política com no Senado, além de três mandatos como deputado federal e sua atuação como ministro de Comunicações no Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O peemedebista enfatizou a necessidade dos parlamentares respeitarem a tradição da casa em eleger o indicado pela maior bancada, para o cargo de presidente e se apresentou como opção confiável para tal.

“O Brasil atravessa um dos períodos mais difíceis da historia da nossa República, porém a cada crise temos a oportunidade de reafirmar nosso compromisso com a democracia (...) Os desafios exigem liderança,  maturidade, firmeza, diálogo e desprendimento. É hora de unir e não de dividir, de resgatar a confiança do parlamento e Estado e reaproximar o Governo e Congresso da população (...) O caminho que me traz até aqui é o da tradição. Nada mais democrático do que observar os costumes, as tradições políticas do povo. Ser moderno é respeitar o estado democrático de direito, observando a tradição da democracia. E pelo estado do direito e do regimento interno do Senado que peço o voto de vossas excelências”, ressaltou Eunício.

Em 2013, o governador, então senador Pedro Taques (PSDB), que era membro do PDT, foi candidato a presidente do Senado teve 18 votos e perdeu para Renan Calheiros (PMDB) que conseguiu 56 votos.

Os senadores votaram de forma secreta, por urna eletrônica instalada no plenário.

Como não há vice-presidente no Brasil, atualmente o presidente do Senado é o segundo na linha sucesória do presidente Michel Temer (PMDB).











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